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Berna quer estreitar relações bilaterais com a UE

Jacques de Watteville, chefe da missão suíça em Bruxelas

(Keystone Archive)

Ministra das Relações Exteriores da Suíça defende retomada em vez de congelamento das negociações bilaterais com a União Européia.

Novo embaixador suíço em Bruxelas adverte que rejeição do acordo de livre circulação de mão-de-obra européia teria graves conseqüências para a economia suíça.

A ministra suíça das Relações Exteriores, Michele Calmy-Rey, defendeu uma intensificação dos esforços para estreitar as relações bilaterais com a União Européia (UE).

Ela comparou uma eventual rejeição da ampliação do acordo trabalhista fechado com a UE a um "terremoto que abalaria o edifício bilateral".

Os eleitores suíços deverão decidir provavelmente no início de 2009, através de plebiscito, se o acordo de livre circulação de trabalhadores, fechado com 25 países da UE, será estendido também à Romênia e à Bulgária.

Para o embaixador da UE em Berna, Michael Reiterer, um "não" a essa proposta do governo suíço representaria o fim da via bilateral, como disse ao jornal Neue Luzerner Zeitung. Ele acrescentou que a livre circulação de mão-de-obra entre a União Européia e a Suíça – que não integra o bloco – favorece os dois lados.

Calmy-Rey sugeriu a aprovação de um acordo quadro para gerenciar os diversos tratados bilaterais concluídos nos últimos anos. "Temos de discutir como as relações bilaterais poderiam ser mais dinâmicas e criativas", afirmou.

Ela advertiu também que uma briga fiscal não deve atrasar as negociações de um acordo sobre eletricidade e de a criação de uma área de livre comércio de produtos agrícolas entre a UE e a Suíça. A evasão de empresas da UE para a Suíça, devido a vantagens fiscais, causou irritações em vários países-membros do bloco.

Watteville com Barroso

As declarações da ministra antecederam o primeiro encontro entre o novo embaixador suíço em Bruxelas, Jacques de Watteville, e o presidente da Comissão Européia, José Manuel Durão Barroso, nesta sexta-feira (18/01), na capital belga.

Segundo Watteville, a briga fiscal não sumirá por si. "Se a situação econômica piorar, também essa questão ficará mais complicada. Temos de levar o assunto a sério". Ao mesmo tempo, ele disse que não se deve dramatizar as divergências.

Watteville lembrou que a Comissão Européia tem se mostrado flexível, permitindo exceções dentro do bloco. Assim o órgão executivo da UE teria permitido à Irlanda, a Luxemburgo e à Holanda – que tiveram de abolir políticas fiscais semelhantes às de alguns cantões suíços – a adotar soluções criativas para continuar atraentes para os investidores.

"Esses países reclamam que a Suíça não de adapta à legislação da UE", explicou. Watteville, no entanto, deixou em aberto se a Suíça deve ou não seguir esse caminho. Apesar do tom conciliador, o novo embaixador reiterou que na questão fiscal o país continuará defendendo seus próprios interesses econômicos, como já o fez na briga com a UE sobre o sigilo bancário.


Além da questão fiscal, o embaixador apontou a implementação do acordo de ingresso da Suíça no espaço de Schengen/Dublin e a livre circulação da mão-de-obra como prioridades de sua gestão para os próximos meses.

"Uma rejeição da livre circulação da mão-de-obra no plebiscito colocaria em xeque todo o acordo bilateral I, com graves conseqüências para a economia Suíça", disse.

swissindo, Urs Geiser/Simon Thönen

Jacques de Watteville

O novo embaixador da Suíça em Bruxelas, Jacques de Watteville, é um economista com experiência diplomática.

Entre outros cargos, chefiou o departamento de economia e finanças do Ministério das Relações Exteriores, entre 1997 a 2003, quando participou nas negociações bilaterais com a UE sobre a cobrança de impostos sobre juros.

Foi embaixador da Suíça na Síria (2003-2007), em Londres (1992-1997) primeiro-secretário da missão da Suíça em Bruxelas (1988-1992).

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Briga fiscal

Para a União Européia, os privilégios fiscais concedidos por alguns cantões (estados) suíços contradizem o acordo de livre comércio firmado entre a UE e a Suíça em 1972.

A Suíça defende a posição de que os benefícios fiscais oferecidos por alguns governos cantonais para negócios no exterior de holdings, sociedades administrativas e sociedades mistas estão excluídos desse acordo.

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