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Cada vez mais acidentes de esqui

Cena comum nas montanhas durante o inverno: salvamento de feridos (foto: Rega) Rega

Enquanto as montanhas suíças se enchem de turistas e a neve continua caindo, aumenta cada vez mais o número de vôos de salvamento dos helicópteros da Rega e da Air-Glaciers.

Este conteúdo foi publicado em 20. fevereiro 2006 - 11:43

Várias razões explicam o fenômeno. Uma delas é que a neve endurecida das pistas permite velocidades crescentes dos esquiadores e o perigo de acidentes.

Céu azul, montanhas cobertas de neve e um inverno que está dando gosto aos hoteleiros. A alegria dos turistas em 2006 também significa muito trabalho para a Rega. Essa fundação, muito conhecida na Europa, é também chamada de Guarda Aérea Suíça de Salvamento.

Desde primeiro de janeiro ela já transportou 705 esquiadores e snowboarders acidentados, contra apenas 528 no mesmo período do ano passado. Assim ela bate o recorde de 2002, quando 652 ações foram organizadas para retirar pessoas feridas de regiões de difícil acesso.

Os números foram publicados no domingo (19.02) pelo jornal "SonntagsZeitung" e confirmados por Walter Schneibel, porta-voz da Rega. Ele explica que o aumento deve-se, sobretudo, à ocupação excepcional das pistas de esqui, além do fato da neve estar endurecida, o que aumenta a velocidade dos esquiadores e os riscos.

Na Suíça de língua francesa, a Air-Glaciers - empresa que tem a mesma função da Rega, mas atuando mais no cantão do Valais, Berna e sobre a vasta região franco-suíça do Portes-du-Soleil - já transportou 575 feridos entre o final de dezembro e a metade de fevereiro, o que corresponde a um aumento de 120 em relação ao mesmo período no ano passado.

Uma cartilha de segurança

Segundo o Conselho Suíço de Prevenção de Acidentes (BFU, na sigla em alemão), 100 mil pessoas se lesam anualmente nas pistas de esqui do país. A tendência é de crescimento.

Outros países alpinos como a França, Itália, Áustria e Eslovênia também vivem a mesma situação. Graças a uma iniciativa do comitê organizador dos Jogos Olímpicos de Inverno 2006 e a Comissão Européia, os cinco países acabam de assinar a "Carta de Turim", uma cartilha prevendo a implementação de padrões mínimos de seguranças a promover nas montanhas.

A Suíça deve implementá-las também. "Os esportes de inverno são um importante fator para a economia da Suíça. Se as pessoas começarem a ver o esqui como algo perigoso, nós só temos a perder com isso", reforça Brigitte Buhmann, diretora da BFU.

swissinfo com agências

Fatos

Entre janeiro e metade de fevereiro de 2005, a Rega havia realizado 528 vôos sobre as montanhas para salvar esquiadores ou snowboarders acidentados.
Desde o início de 2006, ela já fez 705 vôos, batendo assim o recorde de 2002 (652 vôos).
Em 2005 a Air-Glaciers realizou 455 vôos no mesmo período. Em 2006: 575 vôos.

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Breves

A Rega foi criada em 1952 como braço aéreo da Sociedade Suíça de Salvamento. Ela é uma fundação independente de utilizada pública e membro corporativo da Cruz Vermelha Suíça.

A Rega está sediada no aeroporto internacional de Zurique, mas dispõe de 10 bases espalhadas pelo país. Dessa forma seus helicópteros podem alcançar qualquer lugar (com exceção do cantão do Valais) em até quinze minutos.

Ela emprega 180 funcionários. Sua frota é de 13 helicópteros e 3 aviões.

Air-Glaciers foi criada em 1965 no cantão do Valais. Além de se dedicar ao salvamento, a empresa também organiza vôos turísticos.

Está sediada em Sion e dispõe de sete bases aéreas no cantão do Valais, em Genebra e na região de montanhas do cantão de Berna.

Ela emprega 130 pessoas. Sua frota é composta de 21 helicópteros e oito aviões.

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