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Banqueiro suíço assume lavagem de dinheiro no esquema Petrobras-Odebrecht

O banco foi obrigado no ano passado a devolver CHF 1,3 milhão em fundos ganhos ilicitamente. Keystone / Karl Mathis

Documentos judiciais de um processo em curso na Suíça revelam que o ex-vice-diretor do banco PKB faturou US$ 2,65 milhões por serviços prestados ao grupo brasileiro Odebrecht, envolvido no escândalo de corrupção investigado pela operação Lava-Jato.

Este conteúdo foi publicado em 07. março 2019 - 12:16
SDA-Keystone

Descobriu-se que a construtora Odebrecht transferiu os subornos pagos a funcionários da estatal brasileira Petrobras através de bancos suíços. A comissão paga ao banqueiro do PKB veio à tona depois que ele interpôs um recurso contra a apreensão de relógios e jóias de uma de suas casas em Barcelona, ​​na Espanha. O tribunal de apelação do Tribunal Criminal Federal em Bellinzona negou o recurso.

Em sua decisão, publicada recentemente, o tribunal declarou que não descarta a possibilidade de os valores confiscados terem sido adquiridos com fundos ilícitos. O banqueiro está sendo investigado pela Procuradoria Geral da Suíça por lavagem de dinheiro. Ele é acusado de administrar contas bancárias do grupo Odebrecht e de repassar recursos. Sua parcela por serviços prestados entre 2009 e 2014 foi estimada em US$ 2,65 milhões.

No ano passado, o órgão regulador financeiro da Suíça considerou o banco privado PKB, sediado em Lugano, culpado de violar as regras de lavagem de dinheiro em relação ao escândalo de corrupção da Petrobras e da Odebrecht. O banco foi condenado a devolver 1,3 milhão de francos suíços em ativos ilicitamente ganhos.

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