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Pressão fronteiriça A raiva contra o turismo de consumo não é de hoje

Para as regiões fronteiriças, o turismo de consumo é uma praga. Enquanto as cidades vizinhas à Suíça fazem grandes negócios, o lado suíço só tem desvantagens: engarrafamentos, barulho, poluição e perda de receitas. Os municípios afetados pedem uma reação do governo federal.

Congestionamento na alfândega de Basileia

Três em cada dez suíços fazem suas compras regularmente na Alemanha, onde os preços são mais baixos e eles não pagam imposto de consumo (IVA).

(Keystone)

Quase 70% da população suiça ocasionalmente faz compras no exterior e 40% visitam regularmente supermercados franceses, alemães, italianos ou austríacos. De acordo com um estudo publicado nessa semana pela Universidade de St. Gallen, as perdas resultantes para o comércio suíço podem ultrapassar nove bilhões de francos em 2017, 10% mais que há dois anos. Mesmo se os suíços tendem a ir menos frequentemente no exterior fazer compras, eles têm trazido cada vez mais bens, dizem os pesquisadores.

O principal motivo para essas compras no exterior são os preços, que são mais baixos na União Européia do que na Suíça. Além disso, há também o fato de que os consumidores suíços podem ser reembolsados ​​do IVA para praticamente todos os produtos comprados na UE, assinando um formulário na alfândega. A Alemanha permite o reembolso de IVA (19%) para qualquer compra, mesmo quando são apenas alguns euros. A França, por outro lado, estabeleceu um limite mínimo de 175 euros, a Itália de 155, e a Áustria, de 75. Além disso, se o valor das compras for inferior a 300 francos suíços, o comprador não será tributado em seu país.

Aliança das comunas de fronteira

No início do verão, as comunas fronteiriças criaram uma aliança para combater o turismo das compras, encabeçada por Hannes Germann, que preside, entre outras, a Associação dos Municípios Suíços, e é membro do Senado Federal pelo cantão de Schaffhausen, na fronteira com a Alemanha.

"A desvantagem direta é, por um lado, o trânsito e, por outro, o êxodo do poder de compra. Isso enfraquece o negócio de varejo local e custa empregos ", diz o senador pela UDC/SVP (Partido Popular da Suíça, de direita). O governo federal precisa tomar consciência dessa situação difícil, pediu ele na quarta-feira passada ao Senado, ao apresentar sua iniciativa sobre o assunto.

"Do lado alemão, eles sempre fazem parecer que sofrem horrores com o turismo de consumo, mas politicamente, fazem todo o possível para atrair clientes suíços e aproveitar do seu poder de compra". Para ilustrar essa afirmação, Hannes Germann cita o vilarejo de Küssaberg, do outro lado da fronteira de Bad Zurzach, onde 50 funcionários adicionais foram contratados para gerenciar os reembolsos de IVA para compradores transfronteiriços.

Todo mundo tem de pagar o IVA

Em sua campanha contra o turismo de consumo, o senador de Schaffhausen tem como primeiro alvo a "injustiça" que é, na sua opinião, o reembolso do IVA. "Na Suíça, como na Alemanha, todos têm que pagar o IVA. Esse abatimento só serve à astúcia de malandros que vai fazer compras no exterior com a ideia de 'levar vantagem em tudo'. Isso é muito perturbador, especialmente porque nem todos têm a oportunidade de atravessar a fronteira para fazer compras". É por isso que a aliança dos municípios da fronteira exige que o limite de isenção para bens comprados no exterior seja reduzido para 50 francos, contra os 300 praticados hoje. De acordo com o estudo de St-Welsh já mencionado, isso desencorajaria cerca de um quarto dos entrevistados a ir ao país vizinho.

No passado, o governo foi insensível a tais pedidos, pois isso implicaria um enorme acréscimo de trabalho administrativo para a alfândega. Em sua resposta à proposta de Hannes Germann, o ministro da Economia, Johann Schneider-Ammann, disse estar ciente das conseqüências econômicas negativas do turismo de consumo, mas que o foco deveria ser contra os preços elevados na Suíça. Um plano de ação nessas linhas será apresentado em breve, disse o conselheiro federal.

A Suíça é, na verdade, o país da Europa onde a comida e as bebidas não alcoólicas são as mais caras, com preços 73% superiores à média européia.

Esse é um fenômeno contra o qual as associações de consumidores também estão lutando. Em setembro de 2016, elas lançaram uma iniciativa popular, que será oficialmente submetida à Chancelaria Federal hoje (12 de dezembro de 2017).


Adaptação: Eduardo Simantob

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