Um terço dos habitantes da Suíça tem origem estrangeira

Muitos imigrantes se estabeleceram bem na Suíça, mas a primeira geração tende a ter problemas para se firmar no mercado de trabalho. Keystone / Laurent Gillieron

Mais de um terço dos residentes permanentes com mais de 15 anos de idade na Suíça é de origem estrangeira, de acordo com as últimas estatísticas.  

Este conteúdo foi publicado em 13. outubro 2020 - 13:00
swissinfo.ch/fh

Quase 38% dos residentes permanentes eram de origem estrangeira em 2019 (2,7 milhões), um aumento de 1,3% em relação ao ano anterior, diz um relatório do Departamento Federal de Estatística divulgado na terça-feira. Mais de 80% deles nasceram no exterior e pertencem à primeira geração de imigrantes (2,2 milhões de pessoas). Os demais nasceram na Suíça e, portanto, são considerados imigrantes de segunda geração (520.000). 

36% têm nacionalidade suíça. As nacionalidades estrangeiras mais comuns são a italiana (10%) e a alemã (10%).  

A pesquisa constatou que a primeira geração de imigrantes tende a se sair menos bem no mercado de trabalho, com uma taxa de desemprego (7%) quase três vezes maior do que a da população 100% suíça (menos de 3%). Quanto à segunda geração e às gerações seguintes, elas tendem a se sair melhor, mas ainda assim ficam atrás da população sem origem estrangeira.  

Entretanto, o departamento de estatísticas diz que o status de imigrante não pode ser considerado a única explicação para as diferenças entre esses grupos, uma vez que fatores como idade e educação também podem ajudar a explicá-los. 

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