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Em emergência, o governo ajuda

As suíças Silja Staeheli (esq) Sybille Graf (dir) pertenciam ao grupo que foi seqüestrado em 2003 no deserto do Saara e libertado depois de pagamento de resgate.

(Keystone)

No ano passado, governo suíço precisou ajudar 1.050 suíços que se encontravam em dificuldade no exterior.

Dos casos, o maior destaque na imprensa ficou para quatro turistas, seqüestrados no deserto do Saara e libertados depois de pagamento de resgate.

Uma estadia no exterior é o sonho de muitos suíços, sobretudo para fugir das baixas temperaturas de inverno. Porém o que muitos esquecem são os riscos. Em 2003, o Ministério das Relações Exteriores da Suíça precisou ajudar 1.050 cidadãos que se encontravam em apuros.

As razões foram as mais diversas: 372 estavam na prisão, 245 faleceram, 109 se acidentaram gravemente, 109 se adoentaram, 62 desapareceram e 40 foram seqüestrados. Dos seqüestros, a grande parte foi de crianças originárias de casais binacionais. O governo recenseou 33 casos desse tipo no ano passado.

Interesse da mídia

O caso dos quatro turistas suíços capturados por grupos terroristas islâmicos no deserto do Saara ocupou durante semanas os noticiários dos principais jornais. Apenas em dezembro ficou esclarecida a questão da participação financeira dos turistas nas despesas provocadas pelo pagamento do resgate e da repatriação, custeadas inicialmente pelo governo da Suíça.

O Ministério das Relações Exteriores aceitou um acordo, onde as seguradoras de viagem irão reembolsar 65 mil francos (US$ 52 mil) ao governo. O compromisso prevê também que os seqüestrados não irão pagar nada. O custo global das operações de salvamento é considerado sigiloso pelas autoridades responsáveis. A soma final será paga finalmente pelo governo.

Numerosos casos de envolvimento com drogas

Dentre os 372 suíços presos no exterior, 148 foram acusados de delitos envolvendo drogas, 33 cometeram crimes contra o patrimônio, 26 foram acusados de homicídio, 26 de atentado ao pudor e 13 de assalto à mão armada ou roubo.

Em 2003, o governo se ocupou de casos de detenção em 49 países. Em primeiro lugar está os Estados Unidos (28 casos), seguidos pela Alemanha (25 casos), França (18 casos), Itália (16 casos), Brasil (11 casos), Tailândia (11 casos), Espanha (7 casos) e Venezuela (6 casos).

Sem dinheiro no bolso para a viagem de volta

Os pedidos de ajuda foram tratados pelas embaixadas e consulados suíços no exterior. O Ministério das Relações Exteriores interviu apenas em casos mais complexos.

Ao mesmo tempo, as representações diplomáticas suíças trataram de 1.360 casos de suíços em dificuldades financeiras, que solicitaram ajuda ao sistema de assistência social na Suíça. Também 149 turistas não tinham mais dinheiro para retornar ao seu país.

swissinfo com agências


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