Dois terços dos suíços veem inteligência artificial como ameaça ao emprego

Só 34% dos suíços acreditam que seus empregos não correm risco de serem automatizados, de acordo com uma pesquisa encomendada pela Sociedade Suíça de Radiodifusão e Televisão (SSR).

As pessoas são a favor de taxar os robôs se o desemprego aumentar por causa dos avanços tecnológicos Keystone

Quase metade das 2.092 pessoas pesquisadas pelo Link Institute por conta da SSR acham que algumas de suas tarefas diárias poderiam ser feitas por máquinas e algoritmos, enquanto 15% estão convencidas de que os robôs poderiam fazer boa parte do seu trabalho. Apenas 2% acham que poderiam ser completamente substituídas pela tecnologia no futuro próximo.

Empresários e profissionais liberais consideram seu trabalho menos vulnerável à automação. Por outro lado, mais de um em cada três aprendizes (35%) acredita que pelo menos um número significativo de suas tarefas diárias está em risco. Se a inteligência artificial (IA) e a automação levam ao aumento do desemprego, o chamado imposto sobre robôs foi considerado a medida compensatória mais útil pelos entrevistados.


Não são apenas empregos onde a inteligência artificial é percebida como um risco. Privacidade e democracia também são áreas que os entrevistados acham que poderiam ser ameaçadas pela tecnologia. Em particular, as pessoas estão preocupadas com aplicações militares e acesso a opiniões políticas pessoais e dados privados. 


No entanto, nem tudo é desgraça e melancolia. Os entrevistados acham que tais avanços tecnológicos podem oferecer oportunidades em termos de saúde e vida cotidiana. Por exemplo, a inteligência artificial poderia ser usada para aumentar a segurança pública, os robôs poderiam realizar procedimentos médicos e a tecnologia poderia substituir certas tarefas repetitivas realizadas nas administrações públicas.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo