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Imigrantes fortalecem a seleção suíça

Vitória histórica: Suíça 4 x 2 Alemanha no Mundial de 1938.

(Keystone)

Os imigrantes do Sul da Europa tiveram um papel decisivo na consolidação do futebol na Suíça e hoje reforçam a seleção do país, que já foi potência mundial nesse esporte.

A medalha de prata nas Olimpíadas de 1924 e a vitória sobre a Alemanha na Copa de 1938 foram dois momentos de sucesso da equipe helvética que alimentam as esperanças para o Euro 2008.

Com o início dos treinos na concentração em Lugano, começou nesta segunda-feira (19/05) a contagem regressiva da seleção da suíça para a Eurocopa 2008, cuja organização o país partilha com a Áustria.

O técnico Köbi Kuhn aposta nos mercenários que atuam no exterior e nos imigrantes de segunda e terceira gerações para satisfazer os torcedores e contribuintes suíços, que arcam com o evento esportivo mais caro da história do país.

Enquanto o Mundial de 1954 foi financiado pela loteria Sport-Toto, desta vez os cofres públicos vão arcar com custos de 182 milhões de francos. Quase a metade destina-se ao esquema de segurança e será coberta pelo governo federal.

As exigências dos organizadores aumentaram muito desde 1954, quando brasileiros e suíços se hospedaram lado a lado em casas modestas na Escola de Esportes Magglingen (perto de Biel). Nesta Eurocopa, as delegações se alojam em hotéis cinco estrelas.

Suíça: potência mundial do futebol?

A Suíça e a Associação Suíça de Futebol (ASF) muito contribuíram para o desenvolvimento do futebol mundial. Em 1904, a Suíça foi uma das nações fundadoras da Fifa, que desde 1932 tem sua sede em Zurique.

Desde 1998, o suíço Sepp Blatter, comanda o império da Fifa, um império com 208 países-membros e 250 milhões de jogadores ativos, no qual o sol nunca se põe. Além disso, há 50 anos, a Uefa tem sua sede em Nyon.

Embora tenham se profissionalizado relativamente tarde, os jogadores suíços já tiverem impressionantes sucessos no gramado. Durante 32 anos (de 1934 a 1966), a seleção suíça era uma das potências do futebol mundial.

Só o Brasil a superou em participações (6) em Copas do Mundo nesse período, que foi interrompido por uma abstinência helvética de 28 anos em competições internacionais.

"Campeões europeus"

Em 1924, os amadores da Suíça conquistaram a medalha das Olimpíadas de Paris, e se consideraram "campeões da Europa", visto que o título ficou a única equipe não européia no torneio: o Uruguai. Essa conquista popularizou o futebol no país do esqui.

Quatorze anos mais tarde, em 1938, a Suíça festejou seu maior sucesso até então: poucos dias após a anexação da Áustria por Hitler, a seleção helvética derrotou a Alemanha por 4 a 2 no Mundial da França.

Outras três vezes a seleção suíça voltou a surpreender em Copas do Mundo: em 1954, quando eliminou os italianos do torneio; em 1994, nos EUA, e em 2006, na Alemanha, quando ao menos passou da primeira fase.

"Frieza alemã com temperamento latino"

Na opinião do redator-chefe do jornal Sport, Walter Lutz, um dos maiores conhecedores do futebol suíço, o que tornou a seleção tão forte em 1924, 1938, 1954, 1994 e 2006 foi sua "diversidade de idioma, raça, cultura e estilos de jogo", a "mistura da frieza alemã com o temperamento latino".

Algo semelhante acontece hoje com a integração dos imigrantes de segunda e terceira gerações à equipe. Os imigrantes do sul da Europa contribuíram decisivamente para a consolidação da seleção e do futebol da Suíça.

A Eurocopa promete dar um novo impulso ao futebol do país. Mais de 30 mil helvéticos acompanharam a seleção no Mundial de 2006. Após o torneio, houve uma corrida de jovens aos clubes do país, que são também pólos de integração.

Hoje há 242.793 jogadores de futebol ativos na Suíça – 60% deles jovens. Mas o mercado suíço é pequeno: 80 craques do país atuam no exterior, muitos deles são apenas como jogadores reservas. E esta pode ser a chance para os chamados "secondos" e "terceros" que atuam nos clubes nacionais.

swissinfo, Geraldo Hoffmann (com agências)

Os 26 convocados

O técnico Köbi Kuhn comanda uma seleção de mercenários e descendentes de imigrantes.

Goleiros (3): Diego Benaglio (Wolfsburg), Fabio Coltorti (Santander) e Pascal Zuberbühler (Neuchâtel Xamax).

Defesas (10): Philipp Degen (Borussia Dortmund), Johan Djourou (Arsenal), Mario Eggimann (Karlsruhe), Stéphan Grichting (Auxerre), Stephan Lichtsteiner (Lille), Ludovic Magnin (VfB Stuttgart), Patrick Müller (Lyon), Philippe Senderos (Arsenal), Christoph Spycher (Eintracht Francfort) et Steve von Bergen (Hertha Berlin).

Médios e atacantes (13): Tranquillo Barnetta (Bayer Leverkusen), Valon Behrami (Lazio), Ricardo Cabanas (Grasshoppers), Eren Derdiyok (Basiléia), Gelson Fernandes (Manchester City), Alexander Frei (Borussia Dortmund), Daniel Gygax (Metz), Benjamin Huggel (Basiléia), Gökhan Inler (Udinese), Blaise Nkufo (Twente Enschede), Marco Streller (Basiléia), Johan Vonlanthen (Salzburg) e Hakan Yakin (Young Boys).

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