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Indenização recorde à vítima do Holocausto

Maria Altmann, 89 anos, é uma das vítimas que solicitou o pagamento de indenização.

(Keystone)

Herdeiros de vítimas do Holocausto recebem 26,45 milhões de francos suíços de bancos helvéticos.

Essa é a maior indenização já paga no acordo firmado entre organizações judaicas e bancos suíços, acusados de terem confiscado bens judeus durante a 2a Guerra Mundial.

Em 1998, o UBS e o Credit Suisse firmaram um acordo global com organizações judaicas nos Estados Unidos. Os dois grandes bancos suíços ofereceram US$ 1,25 bilhões para indenizar os titulares e herdeiros das contas bancárias esquecidas abertas durante a 2a Guerra Mundial.

Os dois bancos publicaram posteriormente o nome dos 24 mil titulares e herdeiros em potencial. 306 milhões de francos (US$ 254 milhões) foram pagos à organização "Claims Conference", encarregada de distribuir as somas aos seus devidos destinatários.

É dentro desse acordo que um juiz americano determinou o pagamento de 26,45 milhões de francos (US$ 21,9 milhões) para quatorze familiares de duas vítimas do nazismo. O tribunal declara que a soma em questão é "única" pela sua amplitude.

Maria Altmann é uma das pessoas que depositou um pedido de indenização. Com atualmente 89 anos e vivendo nos Estados Unidos, ela atua em nome dos herdeiros de dois grandes acionistas da ÖZAG, uma empresa austríaca que era ativa na indústria açucareira.

Acordo violado pelos bancos

Judeus, Ferdinand Bloch-Bauer (tio de Maria Altmann) e Otto Pick já eram perseguidos pelos nazistas por antes mesmo da anexação da Áustria pela Alemanha. Com medo de perder suas posses, eles fizeram um acordo de transferências de capital com um banco suíço.

Quando a Áustria deixou de existir como país independente, o banco violou o acordo, como julga o tribunal americano. Contra a vontade dos dois, suas ações foram vendidas por preços irrisórios ao alemão Clemens Auer, um comprador ligado aos nazistas.

Tecnicamente a expropriação dos donos da ÖZAG foi conduzida de maneira sistemática. Os nazistas conseguiram congelar os preços das ações, facilitando a sua compra por um valor extremamente baixo, método que é criticado pelos juízes americanos: - "ao se apresentar para os judeus europeus como um lugar seguro para depositar seus bens, os bancos suíços preferiram repassar os valores aos nazistas e ainda lucrando com esse negócio".

Arquivos familiares

O tribunal constata que esse caso ilustra "a traição dos bancos suíços em relação aos seus clientes judeus" e uma estratégia nazista de confisco de bens judeus "que ia do roubo puro e simples até a venda forçada, que ocorria através da pressão de funcionários públicos servis ou bancos desonestos".

A decisão do juiz americano não se baseia na prova dos direitos da família sobre as contas – que os bancos suíços reconhecem ter completamente destruído – mas sim sobre os arquivos e outros documentos familiares.

swissinfo com agências

Fatos

O pagamento da indenização de 26,45 milhões de francos (US$ 21,9 milhões) anunciado ontem (14.04) é o de maior valor já consentido por bancos suíços em relação no caso das vítimas do Holocausto.
Ele ocorre dentro do acordo firmado entre bancos suíços e organizações judaicas em 1998 (US$ 1,25 bilhões). Até agora, 306 milhões de francos (US$ 254 milhões) já foram entregues.
A soma média de pagamento às vítimas tem sido de 130 mil dólares.

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