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Jovens sonham com uma ilha suíça

Diferentes questionários foram respondidos pelos recrutas do exército suíço entre 1998 e 1999.

(Keystone)

Entrevista com recrutas do exército mostra que jovens suíços voltam a dar preferência à posição independente da Suíça.

Ponto negativo é a descoberta que 44% deles apoiariam iniciativas políticas contrárias a estrangeiros.

Justamente em tempos de globalização, onde as fronteiras dos países parecem perder cada vez mais a sua importância, uma pesquisa revela que os jovens suíços estão valorizando cada vez mais a posição independente e neutra (para muitos isolada) da Suíça.

Essa constatação é feita através dos resultados de uma pesquisa aplicada a jovens suíços, incluindo também aqueles que se apresentaram às forças armadas suíças entre 1998 e 1999. As respostas dadas por 20 mil representantes das novas gerações foram publicadas no recém-publicado livro “isola elvetica – A imagem da Suíça em tempos de globalização”.

Segundo a pesquisa, 54% dos jovens suíços querem que a Suíça mantenha sua posição especial no mundo. Ao mesmo tempo, a grande parte é realista e acredita que essa situação (neutralidade) vá desaparecer em dez anos.

Sentimentos xenófobos

Outro resultado surpreendente foi a questão “imigração” e “juventude”. Ela mostra que se os jovens da faixa dos vinte anos tivessem oportunidade de participar de um plebiscito para reduzir o número de estrangeiros na Suíça, mais de 44% daria o seu apoio.

É importante lembra que em 1970, mais de 54% dos suíços votaram contra uma proposta semelhante, apresentada pelo político James Schwarzenbach. Ela preconizava limitar em 10% o número de estrangeiros vivendo na Suíça, naquela época em grande parte vindos da Itália e Espanha.

Se essa proposta de lei tivesse sido apoiada pela população, mais da metade dos estrangeiros teria sido obrigada a abandonar o país, ou seja, 500 mil pessoas.

A pesquisa sugere dessa forma, que os suíços dos anos 70, ainda marcados pelas más lembranças da Segunda Guerra Mundial e Guerra Fria, seriam mais tolerantes do que as novas gerações.

Pressão interna

A reviravolta de opiniões vivida pela geração dos vinte anos pode ser explicada pelo contexto atual. Nunca os jovens suíços foram tão prematuramente questionados sobre sua própria identidade e sua relação com pessoas de outras culturas.

Cerca de dois terços das pessoas questionadas esperam dos estrangeiros, que eles se adaptem à sociedade suíça o mais rápido possível.

Pouca mobilidade

A metade dos participantes na pesquisa vê, no local onde eles passaram a maior parte da sua vida, o mesmo onde eles gostariam de viver também no futuro. Os jovens querem permanecer nas suas regiões. Apenas um quinto gostaria de mudar-se para outra cidade na Suíça.

Apenas um terço dos jovens questionados, considera os grandes cantões suíços atrativos para uma mudança. Ao mesmo tempo, as novas gerações gostariam que a Suíça colaborasse mais com os países vizinhos França, Alemanha, Áustria e Itália.

swissinfo com agências

Breves

-De 20 mil jovens pesquisados, 18 mil eram recrutas do exército.

-Do total, apenas 1.400 eram mulheres.

-470 pais e 192 avós também responderam ao questionário.

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