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LGBTIQ: preconceitos na Suíça

26 de setembro de 2021 será lembrado como um dia histórico: um plebiscito popular foi o passo decisivo em direção à igualdade de direitos para homossexuais. Com 64% dos votos, os eleitores disseram "sim" ao projeto de lei de casamento para todos. A Suíça se equipara assim a outros países europeus.

Este conteúdo foi publicado em 20. janeiro 2022 - 14:23
Paula Troxler (ilustração)

Dois homens ou duas mulheres podem agora se casar na Suíça e fundar uma família. A Suíça saiu da "lanterna" dos indíces de direitos sociais e adotou finalmente esta importante mudança.

No plebiscito, 64,1% dos eleitores votaram a favor de uma emenda ao Código CivilLink externo legalizando o casamento para casais do mesmo sexo. Após a adoção da nova Lei pelo Parlamento, setores conservadores de direita e evangélicos abriram a questão em um plebiscito federal.

Desde 2007,  gays e lésbicas já podem registrar uma parceria em cartório. No entanto, esta forma de união civil não lhes dava os mesmos direitos que os heterossexuais.

Quando o casamento para todos entrar em vigor em julho de 2022, casais do mesmo sexo poderão se casar, adotar um filho e ter acesso a uma naturalização facilitada. Os casais também terão acesso à doação de esperma.

Como a Lei proíbe a doação anônima, a criança poderá conhecer a identidade do doador aos 18 anos de idade, e ambas as mulheres serão reconhecidas como mães desde o nascimento. Entretanto, se utilizarem um banco de esperma no exterior, somente a mãe biológica será reconhecida.

Para conquistar esses novos direitos, grupos de defesa dos direitos tiveram que lutar por quatro décadas. Embora suas exigências tenham sempre se deparado com a forte oposição de círculos cristãos ultraconservadores, as igrejas tradicionais foram mais uma vez mais abertas do que a classe política.

Discriminação, ataques verbais e físicos baseados na orientação sexual ou identidade de gênero ainda marcam a vida de inúmeras pessoas na Suíça. 

"A particularidade da homofobia e a transfobia é que a rejeição pode vir da própria família", explica Caroline Dayer, especialista em questões de violência e discriminação, gênero e igualdade.

Alguns movimentos religiosos ultraconservadores ainda são particularmente intolerantes em relação às minorias sexuais. Terapias de conversão ainda são oferecidas por elas, por vezes de forma pouco transparente.

Diversas ações para combater a homofobia, especialmente nas escolas, foram lançadas nos últimos anos. Geralmente as entidades que as organizam são formadas por voluntários. Uma delas é a associação ABQ.

A Suíça costumava ser vanguardista a área de direitos dos grupos minoritários. Descriminalizou a homossexualidade em 1942, quando a repressão contra homossexuais ainda ocorria nos países vizinhos. Se tornou o primeiro país do mundo a reconhecer casais homossexuais em 2007 ao introduzir a parceria registrada.

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