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Médico da seleção fala da saúde dos jogadores

Roland Grossen conhece perfeitamente a forma dos jogadores.

(swissinfo.ch)

O Dr. Roland Grossen é um dos três médicos da seleção suíça. Geralmente ele está no banco de reservas pronto para intervir, como foi o caso na estréia contra a França.

Em contato permanente com todos os jogadores há meses, ele é um dos conselheiros importantes do técnico Köbi Kuhn. Entrevista:

Médico da seleção há 7 ans e originário de Neuchâtel, ele é o mais velho da delegação hospedadada em Bad Bertrich, base da seleção suíça na Alemanha.

Junto com seus colegas Cuno Wetzel e Rudolf Roder, ele conhece na palma da mão a forma física de cada um dos jogadores.

Regularmente consultado pelo técnico Köbi Kuhn, ele sempre dá o ponto de vista do especialita que é e está sempre pronto a intervir no gramado durante as partidas.

Calmo, preciso e consciencioso, Roland Grosse saboreia esses instantes da Copa do Mundo e da vida do grupo. O olho do médico está sempre alerta.

swissinfo: Dr. Grossen, como são as relaçóes com a equipe e com o técnico da seleção?

Roland Grossen: O conjunto do pessoal médico tem a confiança dos jogadores e isso é muito importante. Nossa opinião também é importante para o técnico e seu assistente. Nosso papel também é aconselhar os jogadores, sempre que necessitam.

Dito isto, mesmo se alguns jogadores são muito jovens, eles conhecem bem o próprio corpo e as exigências do esporte. Sabem dosar seus esforços e se adptar à situação.

O grupo está junto há mais de três semanas e aproveitamos dos passeis, das refeições e dos momentos de tratamento para falar de outro assunto que não seja futebol.

Uma Copa do Mundo é uma bela ocasião para aprender a se conhecer melhor. É muito importante para a relação e para a qualidade do trabalho médico. É uma oportunidade extraordinária de viver em um grupo tão unido, sorridente, sem tensões particulares.

swissinfo: Até que ponto o médico influencia a escalação ou não de um jogador?

R.G.: Minha opinião é solicitada em caso de uma lesão, da possibilidade de cura ou dos riscos de reincidência. Mas é sempre o técnico que tomará a decisão final e é ótimo que assim seja.

Ele pode basear-se nas informações que forneço e, se for o caso, conversar ainda com um ou outro jogador. Não se pode sempre controlar todos os parâmetros da medicina.

swissinfo: Como médico e membro da delegação, o que o sr. sente nos jogos da Suíça?

R.G.: Claro que eu sou envolvido pelo jogo, principalmente na Copa do Mundo. Mas, desde que o jogo começa, a tensão acaba porque começo a ver a partida como olhos de médico. Estou sempre imaginando como prevenir um acidente que poderia ocorrer, para poder ver o mecanismo de uma eventual lesão.

Isso é uma parte importante do diagnóstico. Durante um jogo, tenho muito pouco tempo para intervir. Quando você entra no gramado, o jogador está com dor, insatisfeito e o juiz fica atrás pedidindo para você saia do gramado o mais rapido possível.

É preciso também tomar uma decisão rapidamente porque o time não ficar muito tempo com dez. No fundo, é preciso quase saber o que vamos fazer ao chegar perto do jogador machucado. Em certas situações, a tensão do placar e do desempenho é secundária.

swissinfo: No jogo de estréia contra a França, o sr. interveio duas vezes. Conte como foi...

R.G.: Quando entrei pour causa do lateral esquerdo Ludovic Magnin, sabia que era por uma entorse e o no caso do lateral direito Philipp Degen de uma pancada.

Quando cheguei, a ambos perguntei primeiro como estavam para poder rapidamente confirmar o tipo de lesão. Perguntei se haviam sentido uma torção ou barulho.

Fiz algumas manipulações para testar os pontos doloridos e a estabilidade das articulações. Na maioria das vezes, o jogador sabe muito rapidamente se ele pode continuar a jogar ou não. Em caso de dúvida, é preciso um pouco mais de tempo - fora do campo de jogo - para avaliar corretamente a situação e não fazer uma substituição precipitada.

swissinfo: todos os jogadores estão em boa forma e bem preparados?

R.G.: Esses jogadores evoluem num nível muito alto. São uma espécie de
Les joueurs évoluent tous à un très haut niveau. Ce sont en quelque sorte les «Fórmula 1» do futebol e seus organismos são submetidos a pressões regulares e intensivas.

É preciso acertar os mínimos detalhes para o jogador profissional possa atuar em seu melhor nível. É por isso que o nosso trabalho de planificação e de cuidados médicos para esta Copa começou assim que nos classificamos, na partida contra a Turquia.

Desde lá, não estivemos com os jogadores em dois períodos de três dias mas tivemos estreita colaboração com os médicos dos clubes onde estão os jogadores internacionais. Com cada membro da equipe tivemos, pelo menos uma vez por semana, contato telefônico ou por e-mai, até reunirmos todo mundo para começar a preparação, dia 21 de maio.

Aconteceu inclusive de viajarmos para observar um jogador machucado. Foi o caso, por exemplo, do zagueiro Philippe Senderos, quando machucou o joelho numa partida pelo Arsenal. Confiávamos no colega inglês mas queríamos acompanhar de perto a evolução do tratamento.

Os testes personalizados feitos no centro esportivo de Macolin (red: no cantão de Berna) com especialistas em fisiologia do esforço físico e programas de informática nos permitiram ter uma idéia precisa da evolução do trabalho feito até aqui. Afora a lesão do atacante Johann Vonlanthen, tudo correu bem até agora.

Entrevista swissinfo, Mathias Froidevaux à Bad Bertrich

Breves

- A equipe médica da seleção suíça é composta de três médicos e três fisioterapeutas.

- São os Drs. Rolant Grossen e Cuno Wetzel (especialistas em medicina esportiva) e de Rudolf Roder (ortopedia e traumatologia). Os fisioterapeutas são Christian Meissgeier, Daniel Griesser e Stephan Meyer.

- Desde o início da preparação (testes na Alta Escola Federal de Esporte de Macolin (cantão de Berna), a única lesão foi a do atacante de Johan Vonlanthen
distenção muscular). Ele foi cortado e substuído por Hakan Yakin.

- Na estréia contra a França, disputada com um calor de mais de 30 graus, os jogadores suíços perderam de dois a quatro quilos. No intervalo no final da partida, a maioria usou uma malha refrigerante. A perda de líquido, tomaram bebidas energéticas, sais minerais e complementos alimentares.

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Fatos

Roland Grossen nasceu em 10 de agosto de 1949. Ele é casado e tem dois filhos moços. É médico independente no cantão de Neuchâtel há quase 26 anos.
Ele membro da Comissão Médica da Associação Suíça de Futebol há 20 anos.
Começou com médico das seleções juniores.
Está na seleção principal há 7 anos.

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