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Medidas contra o coronavírus O que a Suíça pode fazer para conter o avanço do Covid-19

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Professor do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne (EPFL) dá uma aula por vídeo-conferência na sexta-feira.

(Keystone)

Depois que o cantão mais atingido do país deu o passo incomum de impor medidas de emergência como parte de um "estado de necessidade", o público suíço ficou dividido sobre até onde as autoridades podem e devem ir para limitar a propagação do novo coronavírus. 

Veja a seguir as opções disponíveis para os cantões e o governo federal. 

Qual é a base legal para medidas de emergência? 

Como tantas vezes na Suíça, a resposta é: é complicado, pois as autoridades cantonais têm muita autonomia para decidir as medidas que devem tomar. 

Mas a gravidade do surto levou os cantões a coordenar mais estreitamente seus esforços e a seguir as recomendações federais. 

Coronavírus Cantões suíços devem acompanhar medidas aplicadas no Ticino

O Ministério da Saúde (BAG) declarou na quinta-feira (12.03) que as medidas de alerta introduzidas pelo cantão do Ticino poderão ser estendidas ao ...

Este conteúdo foi publicado em 12 de Março de 2020 8:34

Um grande benefício da legislação cantonal é que ela lhes permite tomar medidas específicas localmente, mas no caso de uma pandemia como a que estamos vivenciando agora, essas medidas fragmentadas podem correr o risco de causar confusão e padrões divergentes. 

Em 2012, o Parlamento Federal de Berna aprovou a Lei sobre Epidemias para dar mais margem de manobra ao governo federal e garantir que os cantões ajam em uníssono em caso de tal situação. O novo coronavírus é a primeira vez que estas disposições são postas à prova. 

Segundo a lei, o Conselho Federal pode proclamar duas situações: uma "situação especial" (art. 6) e uma "situação extraordinária". 

O estatuto de situação especial foi declarado há duas semanas. É desencadeada por um risco de graves consequências para a economia e a saúde pública.

O governo federal pode decretar algumas medidas que são normalmente uma prerrogativa dos cantões, mas estas medidas têm de ser tomadas em consulta com os cantões. O governo federal instituiu uma proibição em todo o país de reuniões de 1.000 ou mais pessoas sob esses parâmetros.

Em uma "situação extraordinária", o governo pode tomar medidas adicionais para partes ou para a totalidade do território nacional. As consultas prévias com os cantões não são mais necessárias e os cantões devem executar as decisões do governo federal. O governo pode reduzir o número de pessoas autorizadas a participar de reuniões, pode fechar escolas e universidades e outras instituições públicas e privadas. Também pode restringir os movimentos em partes do país.

Então, o que estão fazendo os vários níveis de governo?

Quando o governo federal declarou a epidemia como uma "situação especial", proibiu grandes reuniões. Os cantões seguiram o exemplo com regras mais rígidas. 

Ticino foi o mais longe, declarando um "estado de necessidade" que compreende uma restrição significativa à vida social e até fechou alguns postos fronteiriços menores para a Itália. 

Uma medida federal foi tomada pela Secretaria de Estado dos Assuntos Econômicos (SECO) no início desta crise para diminuir a pressão sobre as empresas afetadas pelo surto. O governo permite que estas empresas solicitem o subsídio de desemprego a tempo parcial para o seu pessoal, comprometendo-se a tomar mais medidas e a simplificar os procedimentos. 

As autoridades federais também emitiram vários conjuntos de recomendações para o público. O primeiro conjunto de recomendações emitidas pelo órgão de saúde pública diz respeito à higiene, como por exemplo, lavar bem as mãos. Com a propagação do surto, as autoridades também recomendaram distanciamento social e auto-isolamento para pessoas em risco, pessoas com sintomas de vírus ou qualquer pessoa que tenha estado em contato com pessoas infectadas.  

O governo pode declarar o estado de emergência? 

O Art. 185 da Constituição Federal dá ao Conselho Federal a capacidade de salvaguardar a segurança nacional e lidar com "perturbações iminentes da ordem pública", tomando medidas e portarias. 

Pode inclusive mobilizar até 4.000 soldados por até três semanas. O Parlamento teria de aprovar medidas mais longas ou mais amplas. A última vez que isso aconteceu foi durante a Segunda Guerra Mundial (1939-45). 

Mas a invocação do Art. 185 parece improvável, pois as autoridades reiteram que a Lei das Epidemias prevê todos os procedimentos necessários para lidar com a pandemia.


swissinfo.ch/ets, swissinfo.ch

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