Suíça: um país de dupla nacionalidade?

Um em cada cinco suíços tem dupla nacionalidade. Em Genebra, é quase metade da população. O canal suíço RTS observou mais de perto por que os residentes com passaporte estrangeiro desejam se naturalizar. (RTS/swissinfo.ch)

Este conteúdo foi publicado em 25. outubro 2018 - 15:30

Neste verão, na vitória da partida contra a Sérvia durante a Copa do Mundo, Xherdan Shaqiri e Granit Xhaka, dois jogadores da seleção suíça de futebol, fizeram gestos simbolizando a águia de duas cabeças da bandeira albanesa. Este controverso ato lançou um amplo debate na Suíça sobre a dupla nacionalidade. De fato, a maioria dos jogadores da equipe nacional são cidadãos de dois países - assim como um em cada cinco suíços.

Segundo dados divulgados pelo Departamento Federal de Estatísticas em setembro, a taxa de dupla nacionalidade é superior a 20% nos cantões de Zurique, Basileia, Ticino, Vaud e Neuchâtel. Os cantões com a menor proporção de cidadãos suíços com um segundo passaporte são Berna, Uri, Schwyz, Obwalden, Nidwald e Appenzell, que não excedem 10%.

Entre a população de dupla nacionalidade, 64,4% obtiveram a nacionalidade suíça por naturalização, enquanto 35,6% a tiveram no nascimento (um dos pais tem a nacionalidade suíça). A nacionalidade estrangeira que mais prevalece entre os suíços de dupla cidadania é a italiana (24,7%), seguida da francesa (11,2%) e da alemã (7,8%).

Um total de 45.000 pessoas foram naturalizadas na Suíça em 2017, 2000 a mais do que no ano anterior.

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