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Feira Extasia A Banalidade do erotismo

A feira erótica de Zurique Extasia atrai milhares a cada edição anual. Mas nem todos compram chicotes e vibradores. swissinfo.ch foi checar o movimento na feira de negócios mais provocante da Suíça, que acontece este fim de semana.

Cheira a gordura frita. Nos stands, vendedores demonstram seus produtos. Há um palco na parte de trás do salão de exposições. Existem dois tipos de pessoas aqui: aqueles que olham, e aqueles que são olhados. Nus, apenas as estrelas pornô no palco. 

O resto do público é simplesmente o suíço médio: grupos de adolescentes dando risada, casais heterossexuais de meia-idade. Os homens de camisa xadrez e tênis, as mulheres um tanto desconfortáveis em espartilhos e botas de látex. O típico casal normal.

Chicotes e chocolates

Os produtos em oferta vão do fetiche ao profano. "Muitos querem despertar uma vida amorosa adormecida", diz um vendedor. Ele vende vinho. "Talvez eles não se atrevam a comprar um chicote. Mas uma garrafa de vinho, com certeza. para beber juntos, curtir de novo tempo um ao outro", explica ele. Isso parece quase romântico, além de um bom negócio.

Entre engradados com lingerie barata - três peças por dez francos - e todos os tipos de brinquedos, um dos stands estaria  perfeitamente bem em qualquer mercado de Natal: bombons e pirulitos caprichosamente dispostos em caixas de presente com papel celofane e laço. Olhando mais de perto, percebe-se que os bombons têm a forma de genitais.

Casal com chocolates caseiros em forma de pênis

Jeannette e seu parceiro vendem chocolate caseiro com formas customizadas para cada ocasião.

(Thomas Kern/swissinfo.ch)

As formas são uma questão de gosto - ao provar os bombons, oferecidos gentilmente para degustação, o sabor é requintado. "Meu parceiro e eu temos uma pequena fábrica de chocolate", diz Jeannette.

O 'bum' desde "50 tons de cinza"

Como principal ganha-pão, os dois trabalham em logística e marketing, o negócio do chocolate é a segunda atividade. "Bolamos formas diferentes, despejamos o chocolate, e fazemos uma bela embalagem."

Pergunto se eles sempre produzem bombons 'safadeza. Jeannette ri alto: Não, existem 230 formas para escolher. "Normalmente atendemos encomendas de empresas." As oficinas mecânicas pedem carros para seus clientes, os bancos pedem cofrinhos.

"Aqui estão as pessoas de cabeça aberta - para nós é também uma oportunidade para conhecer novos clientes." Quem sabe donos de oficinas ou gerentes de banco. Desde o filme "50 Tons de Cinza" apareceu uma nova clientela, observa Jeannette.

Duas mulheres sorrindo pra câmera

A costureira Piroska e sua mãe. 

(Thomas Kern/swissinfo.ch)

Piroska também percebeu isso. A costureira húngara está na Suíça há quase 20 anos. Em seu estande de fetiche encontram-se roupas de látex, vinil e plástico. "Tudo é feito sob medida", diz Piroska com orgulho. "E o PVC é o mais difícil de costurar". De produtos chineses baratos ela não quer nem saber: "esse material é inútil e não pode ser reparado."

A encomenda mais insana de um cliente?

Para a feira, ela voou da Hungria com a mãe, que a ajuda. Fora essa mão, ela faz tudo sozinha em um pequeno estúdio. Discrição é importante para ela: "As pessoas devem se sentir confortáveis com seus desejos".

Ela parece uma daquelas tias bacanas que nos abraçam sem qualquer reserva. O amor ao ofício e o pragmatismo parecem ser seus mandamentos. À minha pergunta sobre o cliente mais louco, ela sorri: "Não há nada de louco. Todo ser humano é diferente.

Depois desse papo, tento pensar no caminho de saída, nos homens filmando e nas strippers seminuas. E nos solitários manifestantes cristãos em frente à entrada, abanando um cartaz na chuva, nos lembrando de Sodoma e Gomorra.

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