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Pesquisador na Basileia pode acabar com a malária

Pesquisadores suíços acabam de identificar uma proteína que permite a transmissão da malária. Assim dão mais um passo para eliminar a doença que atinge milhões de pessoas nos países em desenvolvimento.

Este conteúdo foi publicado em 26. março 2018 - 14:33
swissinfo.ch e agências

Nos laboratórios do Instituto de Saúde PúblicaLink externo (TPH, na sigla em alemão) na Basileia mais de 200 cientistas e doutorandos pesquisam formas de combater a malária. Agora eles deram mais um passo para compreender como atuam os causadores da doença:  protozoários parasitários do gênero Plasmodium que são transmitidos através da picada de mosquitos.

Segundo o comunicado enviado à imprensaLink externo, os pesquisadores suíços identificaram a proteína "GDV1". Ela é crucial na ativação do "interruptor" que transforma os parasitas encontrados no corpo dos mosquitos Anopheles em gametócitos (ver box).

Esperança para milhões de doentes

Apenas uma pequena parte dos parasitas da malária desenvolvem-se em gametócitos contagiosos, responsáveis pela transmissão da doença. "Se conseguirmos bloquear esse mecanismo ou até eliminar completamente os gametócito, nós estaríamos a um passo do objetivo de interromper a transmissão da malária", afirma Till Voss, parasitólogo e professor do TPH.

A malária é uma doença endêmica nos países tropicais e subtropicais. Em 2016, 210 milhões de pessoas em todo o mundo contraíam a malária e 440.000 morreram dela.

O que são os gametócitos?

A doença é transmitida pela picada do mosquito Anopheles, o qual inocula no vaso sanguíneo do homem uma grande quantidade de esporozoítos que estão localizados nas glândulas salivares das fêmeas do mosquito. Em poucos minutos, os esporozoítos penetram no tecido hepático, ocorrendo a divisão nuclear destas estruturas formando uma célula multinucleada denominada de esquizonte. Este processo dura entre 1 e 2 semanas e é denominado de esquizogonia hepática, quando ocorre a ruptura desta célula liberando milhares de merozoítos na corrente sanguínea. Estas células invadem as hemácias e formam outra estrutura que promove a divisão do parasita (esquizonte), podendo também, em algumas hemácias, formar estruturas sexuadas que são importantes para a manutenção do ciclo da doença, os gametócitos. (fonte: MedicinanetLink externo)

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