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Nova leva de bombas e mísseis no Afeganistão

Ao povo afegão só resta fugir Keystone

Vinte e quatro horas depois dos primeiros ataques, Estados Unidos com apoio logístico da Bretanha voltaram a bombardear o Afeganistão. E manteriam a estratégia de bombardeios noturnos. Avisaram também que poderiam empreender "iniciativas" contra outras organizações e Estados. Nos Estados Unidos o alerta é total, diante do receio de novos atentados. Na Europa Ocidental, a vigilância é maior na Grã-Bretanha, principal aliada dos norte-americanos.

Este conteúdo foi publicado em 09. outubro 2001 - 09:14

Depois do "êxito" das primeiras intervenções norte-americanas e britânicas, novos bombardeios visaram na noite de segunda-feira para terça-feira a capital Cabul, Jalalabad (leste) e a cidade de Kandahar (sudoeste), considerada uma das fortalezas dos taleban que Washington quer derrubar do poder no Afeganistão, pelo apoio que dão a Oussama Ben Laden, o inimigo n° 1 dos Estados Unidos.

A "Aliança do Norte", aliada dos Estados Unidos, teria também lançado ataques contra a cidade de Mazar-e-Sharif, onde estariam concentrados blindados e tropas dos taliban.

Sempre Ben Laden

Segundo Washington, a fase militar da operação atual visa instalações da rede do chefe islâmico, tido como o principal responsável pelos atentados de 11 de setembro contra o World Trade Center, em Nova York. Os ataques deixaram 5.500 mortos e desaparecidos.

No Afeganistão, a "guerra" contra os taleban acontece sem testemunhas ocidentais. As raras imagens divulgadas vem da TV Al Jazirah, do Catar, presente no país.

Os taleban prometem "lutar até o fim" contra as forças ocidentais, indicando que não entregariam Ben Laden. Avisam também que os bombardeios teriam "muito graves conseqüências" para os Estados Unidos, país que ameaçaram com "guerra santa" (jihad).

"Alerta máximo"

Nos EUA justamente, o ministro da Justiça, John Ashcroft, indicou que todos os serviços de polícia estão em estado de alerta total.

Medidas de precaução prevalecem também na Europa Ocidental, em particular na Grã-Bretanha, principal aliada dos Estados Unidos.

"Ataques tiveram muito sucesso".

Os primeiros bombardeios de 24 horas antes, foram considerados de muito êxito, pelo ministro norte-americano da Defesa, Donald Rumsfeld. Seu colega britânico, Geoff Hoon, disse que 30 alvos foram atingidos nos "raids" de domingo.

Enquanto isso, especialista militar francês (Jean-Louis Dufour), em entrevista à TV suíça de expressão francesa estimou que as represálias norte-americanas são eficazes somente para alvos fixos, como aeroportos. Mas não devem atingir armamentos e material logístico leves. Afirmou também que só com muita sorte, comandos conseguirão apreender Ben Laden. O território está cheio de abrigos eficazes e de difícil acesso.

O mesmo especialista lembrou também que os mísseis Tomahawk não são de precisão tão grande como se afirma. Ele realçou que a margem de erro do alvo vai de 10 a 80 metros: são uma arma elaborada há 30 anos.

Protestos árabes

Os países árabes estão muito divididos sobre a atitude a tomar em relação às represálias norte-americanas. Nos Territórios Palestinos, uma manifestação anti-americana degenerou na segunda-feira. Confronto entre policiais armados e estudantes palestinos islamistas deixaram 2 mortos e mais de 200 feridos. Dois outros palestinos foram mortos por soldados israelenses.

Anistia Internacional denunciou "irresponsável e ilegal" a recurso à força pela polícia palestina.

Enquanto isso, no Afeganistão, foi libertada pelos taleban a jornalista britânica Yvonne Ridley, 43 anos. Ela entrara clandestinamente no país e ficou 10 dias na prisão.

N° de vítimas ignorado

Nada se sabe ainda sobre o número de vítimas. Os taleban avançavam a cifra de 20 mortos. Dos ataques de hoje nada se sabe. Mas o sentimento é de que a cifra seja muito mais elevada. Além disso, alguns especialistas apontam o fato de os Estados Unidos nada revelarem sobre o calendário das operações e muito menos como serão realizadas.

Por enquanto limitaram-se a avisar que outras organizações e Estados serão atacados depois...

swissinfo com agências.

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