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Novartis começa a fornecer vacina contra gripe suína

Vacina contra gripe sazonal antecedeu a vacina contra A(H1N1) nos EUA.

(Keystone)

O grupo farmacêutico suíço Novartis obteve autorização para vender vacinas contra a chamada gripe suína na Europa e nos EUA.

A União Europeia autorizou dois produtos para combater a doença. As autoridades suíças devem tomar uma decisão nas próximas duas semanas.

A autoridade sanitária dos Estados Unidos (FDA) autorizou no último dia 15 de setembro a venda do Fluvirin H1N1. Segundo a Novartis, a vacina começou a ser fornecida no final do mês, depois de ter sido concluída a remeça de 27 milhões de doses do Flurivin comum contra a gripe sazonal nos EUA.

"O Flurivin foi fornecido tão cedo como nunca", informou a Novartis. A empresa explicou que este foi o primeiro passo na tentativa produzir o quanto antes o máximo possível da vacina contra vírus A(H1N1).

Segundo o jornal econômico suíço Handelszeitung.ch, a Novartis aumentou a capacidade de produção da nova vacina para permitir o fornecimento de grandes volumes antes do final do ano.

No último dia 29 de setembro, a Comissão Europeia autorizou as vacinas Focetria, da Novartis, e Pandemrix, da GlaxoSmithKline, para a prevenção contra a gripe suína. Os dois produtos podem ser usados nos 27 países da UE, bem como na Islândia, na Noruega e em Luxemburgo.

O objetivo é garantir que haja vacina suficiente disponível antes do início da temporada de gripe e, com isso, diminuir o risco de doenças e mortes para cidadãos europeus, diz um comunicado da Comissão Europeia.

Preços

Segundo o porta-voz da Novartis, Satoshi Sugimoto, "a diferença entre a Focetria e a Fluvirin é que a primeira é uma vacina monovalente contra a gripe A(H1N1) elaborada com um adjuvante chamado MF59, que tem por objetivo reforçar a resposta imunológica do copo e a criação de anticorpos. A segunda vacina não tem esse adjuvante".

Sugimoto explicou à swissinfo.ch que a Novartis trabalhou em tempo recorde para conseguir produtos que cumprissem todas as exigências feitas pelas autoridades sanitárias dos dois lados do Atlântico. Ele disse que, em princípio, o preço básico por dose deve oscilar entre 10 e 15 dólares.

No início de setembro passado, a chefe de pesquisa de vacinas da Organização Mundial de Saúde (OMS), Marie-Paule Kieny, disse que os países podem pagar entre US$ 2,50 e US$ 20 por uma dose da vacina contra a gripe A(H1N1), dependendo da capacidade deles para arcar com os custos.

O setor farmacêutico usará preços escalonados para a aquisição das vacinas – uma base de 10 a 20 dólares por dose para os países ricos; metade do valor para países de renda média; e um quarto do valor-base para os países mais pobres, segundo Kieny.

Segundo o jornal austríaco Wiener Zeitung, as autoridades da UE calculam com um preço em torno de 7 euros por dose, o que representaria custos de aproximadamente 7 bilhões de euros para imunizar todos os cidadãos europeus.

Dúvidas

"Uma estratégia de vacinação é necessária, sobretudo, para conter a propagação e eventuais mutações do vírus. Até agora, porém, o H1N1 mostrou-se bem menos perigoso do que a gripe sazonal, que anualmente mata cerca de 50 mil pessoas na Europa", escreve o jornal. Até agora, a gripe suína matou 4494 pessoas mundialmente.

Depois da aprovação da "Focetria" (Novartis) e da "Pandemrix" (GlaxoSmithKline ), a Agência Europeia de Medicamentos (EMEA) recomendou também a aprovação da vacina Celvapan, produzida pela Baxter, na Áustria.

O Instituto Suíço de Produtos Terapêuticos (Swissmedic) está avaliando as vacinas produzidas pela Novartis e pela GlaxoSmithKline, mas só deverá tomar uma decisão dentro de duas semanas, informa a televisão suíça SF. A Secretaria Federal de Saúde prevê o início da vacinação para início de novembro.

A Organização Mundial da Saúde (OMC) relativizou suas dúvidas sobre a segurança das vacinas contra a gripe suína. Em apenas quatro casos de um total de 39 mil vacinações na China teriam ocorrido efeitos colaterais, informou a agência de notícias Reuters.

swissinfo.ch, Geraldo Hoffmann (com colaboração de Andrea Ornelas) e agências

(swissinfo.ch)


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