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ONGs querem sustar colaboração militar com Israel

Irene Khan, de Anistia Internacional, constatando estragos em Jenin Keystone

Na Suíça, mais de 50 organizações humanitárias e de direitos humanos estimam que o País deva suspender cooperação militar e comércio de armas com Israel.

Este conteúdo foi publicado em 29. abril 2002 - 14:52

Reunidas na segunda-feira em Berna, essas organizações, que incluem ONGs do setor humanitário, religioso, pacifista e dos direitos humanos em geral, acham que levando em conta a situação atual uma moratória deva ser aplicada o mais rapidamente possível, tanto no intercâmbio como nos negócios com Israel.

Coerência

Reunidas no quadro do "Fórum de Direitos Humanos em Israel e Palestina", acusam o exército israelense de infringir a Quarta Convenção de Genebra sobre a proteção das populações civis na região.

O porta-voz do Fórum, Mathias Hui, lembra que o governo suíço exortou recentemente Israel a não transgredir os direitos humanos. E o fazendo, afirma, a Suíça não pode continuar a cooperar estreitamente com o exército israelense.

"Vestir um santo e..."

O secretário geral de "Pão para o Próximo", Christoph Stückelberger, constata que Israel destruiu ou danificou sistematicamente obras realizadas com ajuda privada e pública suíças na Palestina.

Nas 4 últimas semanas, em Ramallah - aponta Stückelberger - foram destuídas oito estações de rádio e tv e 18 organizações não governamentais. E realça, aludindo ajuda aos palestinos e cooperação com Israel:"Não podemos usar a mão esquerda para ajudar a destruir o que com a mão direita ajudamos a construir".

Impasse

O apelo das organizações suíças - entre as quais figuram a seção suíça de Anistia Internacional, a Associação Suíça-Palestina, a Sociedade pelos Povos Ameaçados e o Grupo por uma Suíça sem Exército - coincide com o impasse entre a ONU e Israel sobre o envio de uma missão para apurar os fatos em Jenin.

Palestinos acusam as forças israelenses de terem cometido massacre na cidade que contava 15 mil habitantes antes das destruições deste mês.

A missão devia ter chegado a Israel no fim de semana, mas o governo israelense se opõe à sua composição e quer garantia sobre seus objetivos, receando ser colocado no banco dos réus, caso suspeita de massacre se concretize.

swissinfo com agências

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