Suíça anuncia plano para saída de confinamento

A Suíça vai começar a flexibilizar o isolamento social imposto contra a Covid-19 a partir de 27 de abril, permitindo que os autônomos reabram suas portas. As crianças deverão poder regressar à escolaridade obrigatória a partir de 11 de maio.

Este conteúdo foi publicado em 17. abril 2020 - 08:30
Matthew Allen e Urs Geiser, swissinfo.ch
Grande parte da vida normal ficou parada na Suíça durante semanas Keystone / Gian Ehrenzeller

A partir de 8 de junho, os estabelecimentos de ensino médio e superior, museus, jardins zoológicos e bibliotecas estarão novamente abertos, desde que não se verifique um ressurgimento da pandemia do coronavírus no país.

O governo anunciou o seu plano trifásico para restabelecer a normalidade na Suíça durante uma crise que já custou mais de 1200 vidas.

"Isto nos dará a todos uma perspectiva para o futuro próximo e as empresas têm tempo para se prepararem para uma reabertura de lojas sob as regras do distanciamento social e das precauções de higiene", disse na quinta-feira (16) a presidente suíça Simonetta Sommaruga em uma conferência de imprensa.

Os hospitais também poderão realizar procedimentos não urgentes a partir de 27 de abril e os consultórios médicos e odontológicos poderão reabrir. Negócios como cabeleireiros, clínicas de massagem, estúdios de tatuagem e beleza, floristas, lojas de bricolagem e centros de jardinagem também poderão ser reabertos na primeira etapa do plano de normalização.

"As restrições serão levantadas para os produtos que podem ser vendidos no varejo. Os mercados que vendem outros itens que não são essenciais para o dia-a-dia poderão então retomar a venda também", afirmou o governo.

As medidas que atualmente restringem os serviços funerários à família imediata também serão levantadas durante esta fase.

swissinfo.ch

Abordagem cautelosa

O ministro do Interior Alain Berset disse que o governo escolheu uma estratégia cautelosa de saída da Covid-19.

"Queremos sair o mais rápido possível e o mais lento necessário", disse. "Temos que evitar uma política de stop-and-go".

No dia 29 de abril, o governo tomará uma decisão sobre se deve prosseguir com a segunda etapa das medidas. Isso envolve a reabertura das escolas do ensino fundamental em 11 de maio, seguida das instituições de ensino médio e superior e outros serviços públicos em 8 de junho.

"A passagem de uma fase para outra depende de não haver aumento significativo dos casos de Covid-19. É necessário tempo suficiente entre cada fase para que os efeitos possam ser observados". Os critérios são o número de novas infecções, admissões hospitalares e mortes, e as taxas de ocupação hospitalar", afirmou o governo.

Distanciamento social

A proibição de reuniões públicas e privadas de mais de cinco pessoas continua em vigor, assim como as recomendações de higiene, disse Berset.

Estão em andamento os preparativos para que as empresas de transporte público retomem os serviços regulares. O governo também está considerando opções para os organizadores de eventos de massa, especialmente festivais de música, competições esportivas, assim como comícios políticos. 

Espera-se que os detalhes sejam anunciados no final do mês.

Restrições

Um primeiro conjunto de restrições foi imposto pelo governo no final de fevereiro e as medidas foram sendo gradativamente reforçadas.

Escolas e empresas não essenciais foram obrigadas a fechar suas portas desde 23 de março, uma medida que foi posteriormente prorrogada até 26 de abril.

O governo disse que as pessoas de alto risco não seriam obrigadas a voltar ao trabalho imediatamente. As empresas têm o dever de proteger esses trabalhadores.

Os cantões continuarão monitorando e isolando as pessoas infectadas para evitar novas transmissões.

 "Para isso, será desenvolvida uma estratégia de testes ampliada, um conceito de rastreamento de contatos e um aplicativo que forneça informações sobre contatos com pessoas infectadas".

Fundos

Enquanto isso, o governo decidiu conceder benefícios financeiros para os autônomos como parte de um grande pacote de auxílio para evitar o desemprego.

A medida veio após as pressões políticas das últimas semanas. A expectativa é que custe CHF1,3 bilhão (US$ 1,4 bilhão).

Um adicional de CHF20 milhões foi destinado a um projeto especial de pesquisa Covid-19, disse o ministro da Economia, Guy Parmelin. 

O governo já prometeu CHF42 bilhões em ajuda financeira, incluindo empréstimos e um subsídio de desemprego de curto prazo.


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