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UBS continua operando no vermelho

A direção do banco espera fazer progressos em 2010.

(Keystone)

Ao contrário de muitos concorrentes, o UBS teve um prejuízo também no terceiro trimestre de 2009, mas freou sua queda livre. O maior banco suíço perdeu dinheiro de clientes no valor de 36,6 bilhões.

No terceiro trimestre, o prejuízo foi de 564 milhões de francos, depois de um déficit de 1,402 bilhão há três meses. A venda do banco brasileiro UBS Pactual contribuiu com 409 milhões de francos para o déficit.

Pela oitava vez nos últimos nove trimestres, o UBS divulgou nesta terça-feira (3/11) um balanço negativo. Segundo a agência de notícias AWP, os analistas haviam previsto um prejuízo um pouco menor – de 511 milhões de francos.

O banco aponta três causas principais para o prejuízo. O UBS teve de contabilizar uma perda de valor de 1,436 bilhão de francos dos títulos da dívida própria – no trimestre passado, esse déficit tinha sido de 1,213 bilhão.

Além disso, a venda do UBS Pactual, no Brasil, causou um prejuízo líquido de 409 milhões de francos. E a recompra dos papéis que o governo suíço havia assumido para salvar o UBS resultaram num prejuízo contábil de 305 milhões de francos.

Excluindo esses efeitos especiais, o UBS teve seu segundo resultado operacional positivo, sem desconto dos impostos. O saldo foi de 1,557 bilhão contra 971 milhões de francos no segundo trimestre, mas não foi suficiente para cobrir as perdas em outras áreas. No terceiro trimestre de 2008, o banco teve lucros de 283 milhões de francos.

Fuga de clientes

Com problemas de reputação, o banco continua sofrendo fuga dos clientes – 36,6 bilhões de francos líquidos foram sacados no terceiro trimestre, depois de 39,4 bilhões no segundo trimestre.

A cota de capital principal do banco aumentou de 13,2% em meados do ano para 15% no final de setembro. O quadro de pessoal encolheu em mais 283 funcionários – restam 69.023. O banco anunciou em abriu passado o corte de 8.700 empregos, 2500 na Suíça.

O UBS prevê novos progressos nos próximos meses, mas não uma recuperação imediata da evolução dos depósitos líquidos.

"Nos últimos dois trimestres, atacamos os problemas mais urgentes do banco. O negócio começa lentamente a se normalizar. Nosso foco continua na redução dos riscos e na capitalização", comentou o excecutivo-chefe do UBS, Oswald Grübel.

O acordo com a autoridade fiscal dos EUA – que inclui a entrega dos dados de 4450 clientes norte-americanos suspeitos de sonegação fiscal – e a decisão do governo suíço de vender sua participação no banco tiveram efeitos muito positivos para restabelecer a confiança no UBS, disse Grübel em comunicado à imprensa.

O principal concorrente do UBS na Suíça, o Credit Suisse, teve um lucro líquido de 2,4 bilhões de francos no terceiro trimestre deste ano – 50% a mais do que no trimestre anterior.

swissinfo.ch com agências

(swissinfo.ch)


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