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Presidente teme ataque contra inocentes

Moritz Leuenberger (à direita) foi manifestar solidaridade ao embaixador americano em Berna, Mercer Reynolds

(Keystone)

O presidente suíço Moritz Leuenberger "receia os que querem responder ao ódio pelo ódio". Em entrevista ao jornal Le Temps, de Genebra, ele afirma "temer que, ao qualificar de guerra os abomináveis atentados, seja legitimada uma intervenção americana em outro país". Afirma também que nenhum país pode lutar sózinho contra o terrorismo e defende uma "política de segurança interna globalizada".

"Sublinhei minha solidariedade com as pessoas afetadas, que se trata de uma agressão contra a sociedade liberal e que o ódio não pode estar presente como resposta ao terrorismo".

Em entrevista de quase uma página ao jornal Le Temps, de Genebra, publicada na edição de sexta-feira (14.9), o presidente suíço referiu-se inicialmente à visita que fez à embaixada dos EUA, em Berna.

Lutar contra o ódio religioso e a injustiça

Leuenberger, no entanto, foi mais longe em sua análise da situação e do que deve mudar em matéria de segurança. Disse "compreender que as pessoas queiram punir os culpados" como fez a ONU e a comunidade internacional ao levar Slobodan Milosevic ao tribunal internacional.

"Por outro lado, receio que as eventuais respostas dos Estados Unidos possam atingir inocentes", disse o presidente suíço, acrescentando temer que, "ao considerar os atentados abomináveis como guerra, seja legitimada uma intervenção americana em outro país".

Agora, "se os americanos deciderem responder e lutar contra o terrorismo, aliados a outros países, não poderão ser criticados", afirma Leuenberger.

"Devemos combater o terrorismo com todos os meios do Estado democrático, sendo concientes de que o terrorismo, o crime organizado e a lavagem de dinheiro vão juntos".

Ao mesmo tempo, disse o presidente suíço, "temos que lutar contra o ódio religioso e a desigualdades". Se quisermos uma "paz duradoura, não devem coexistir um mundo de ricos e um mundo de gente que não têm mais nada a perder".

Outra concepção da segurança

Leuenberger ressaltou que nenhum país pode lutar sozinho contra o terrorismo. "Se nem os EUA podem, a Suíça muito menos", realçou o presidente. "A política de segurança interna tornou-se mundial e o dispositivo de segurança tem de ser adaptado".

"As Forças Armadas são concebidas para responder a um ataque de outro Estado, quando os criminosos e os terroristas são a verdadeira ameaça". "Uma política de segurança globalizada é indispensável, para todo mundo", conclui o presidente da Suíça.

swissinfo

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