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Quem tem medo da enfermeira polonesa?

Uma bela "enfermeira" ilustra o cartaz realizado pelo governo polonês para melhorar a recepção dos trabalhadores poloneses em outros países da UE. Keystone Archive

A extensão da livre circulação para as pessoas originárias dos novos países membros da União Européia não deve causar medo aos suíços.

Este conteúdo foi publicado em 03. março 2006 - 11:14

Como mostra um estudo da Universidade de Genebra, não deve haver uma onda de imigração para o país dos Alpes.

A Suíça sempre foi um país restritivo em relação ao seu mercado de trabalho. Os altos salários, o nível elevado de qualidade de vida e a força do franco suíço são fatores que atraem até hoje estrangeiros dos quatro cantos do planeta. Porém a abertura gradual das fronteiras, graças aos acordos firmados com a União Européia, causa medo à própria população: muitos sindicatos e trabalhadores acreditam numa "onda" migratória, que terá por conseqüência a degradação salarial e desemprego.

Porém existem argumentos contrários, como mostra um estudo encomendado pelo Departamento Federal de Migração à Universidade de Genebra. Como explica seu autor, o professor Yves Flückiger, responsável pelo grupo de trabalho "observatório do emprego", a imigração proveniente da Europa central e oriental será fraca e o aumento do desemprego mínimo.

Mulheres jovens e bem formadas

As previsões do estudo mostram que, em 2010, o número de cidadãos oriundos dos novos países da União Européia sem incluir Malta e Chipre (ou seja, Estônia, Lituânia, Polônia, Eslováquia, Eslovênia, Hungria e República Tcheca) - que terão imigrado para a Suíça devem contabilizar algo entre 47 e 60 mil pessoas.

Os fluxos migratórios devem então se reduzir. De fato, as pessoas que mais têm tendência de imigrar estão na faixa etária entre 20 e 34 anos. Porém a situação demográfica desses países mostra que esse grupo está ficando cada vez menor.

Mais de 70% dos novos imigrantes na Suíça serão mulheres e 40% terão formação universitária ou algo equivalente.

Ainda segundo o estudo, em grande parte essas pessoas devem vir para trabalhar em setores da economia como a hotelaria, gastronomia, comércio, saúde, ensino e serviços em geral.

Pouco desemprego devido à imigração

Os efeitos sobre o mercado de trabalho na Suíça serão limitados. É possível que o desemprego aumente levemente, algo situado nos 0,004 pontos, até 2014. Segundo o relatório, essa seria uma conseqüência puramente "mecânica".

No que concerne os salários, a nova imigração deve provocar uma redução baixa destes. Porém, como ressaltam os autores do estudo, diversas medidas de acompanhamento, previstas dentro dos acordos bilaterais, poderão detectar e prevenir possíveis desníveis no mercado.

No início, o sistema previdenciário suíço (AVS, na sigla em francês), deve se beneficiar da chegada dos jovens e bem-qualificados imigrantes. Só a partir do momento em que estes se aposentarem, o problema demográfico deve se acentuar.

swissinfo com agências

Fatos

Segundo um estudo da Universidade de Genebra, a Suíça deve receber até 2010 entre 47 e 60 mil trabalhadores vindos dos novos países da União Européia (sem incluir Malta e Chipre).
Até o final de 2004, eles já eram 19 mil.
70% dessas pessoas devem ser mulheres, a maioria com menos de 30 anos e mais de 40% tendo formação universitária.

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Breves

Em 25 de setembro de 2005, os eleitores suíços aceitaram em plebiscito popular a extensão do acordo de livre circulação para as pessoas originárias dos dez novos membros da União Européia.

As conseqüências desse acordo, que entrou em vigor em 1. de abril de 2006, para o mercado de trabalho se revelarão a partir de 30 de abril de 2011.

Até essa data, a Suíça ainda estará aplicando seu direito de manter o sistema de cotas ( 3 mil vistos de residência de longa duração e 29 mil de curta, distribuídos durante um ano) e também o de dar preferência à mão-de-obra local.

Em caso de imigração em massa, ela poderá manter as barreiras até 2014.

Paralelamente, as autoridades helvéticas estão combatendo a degradação dos salários através de controles reforçados das empresas. O objetivo é evitar o "dumping" salarial.

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