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Keystone / Martin Ruetschi

O custo de vida na Suíça é um dos mais altos do mundo. Entretanto, os salários também são particularmente altos na comparação internacional.

Este conteúdo foi publicado em 04. setembro 2022 - 16:00
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Na Suíça, os salários são pagos uma vez por mês. Para os assalariados há ainda o 13º, pago em dezembro (no caso de emprego de menos de um ano ou saída antes do final de dezembro, a parcela do 13º é calculada proporcionalmente). O 13º não é um bônus. É um salário calculado com base contratual.

Não há um salário-mínimo nacional, mas alguns cantões e indústrias estabeleceram algo dessa grandeza. O valor da renda é geralmente negociado durante a entrevista de emprego, antes da assinatura do contrato. Os empregadores quase sempre se referem ao salário bruto, ou seja, sem deduções sociais.

Antes do pagamento da renda (salário líquido), o empregador deduz várias contribuições obrigatórias para os seguintes seguros sociais

- seguro de velhice e de sobrevivência (AHV, 1º pilar do esquema de pensão de velhice)

- regime de aposentadoria profissional (BVG, 2º pilar do regime de aposentadoria por velhice)

- seguro de invalidez (AI)

- seguro contra perda de rendimentos (APG)

- seguro-desemprego (AC)

- seguro de acidentes não ocupacionais

O valor das contribuições à seguridade social pode variar dependendo do cantão, da idade, do salário e do nível de emprego do indivíduo. O empregador também contribui para o pagamento do seguro social.

Uma vez recebido o salário líquido, a maioria dos funcionários ainda terá que pagar duas contribuições obrigatórias: impostos e seguro saúde.

Níveis salariais

O salário bruto médio na Suíça é de CHF 6.500 por mês. Mas uma operadora de máquina do sexo feminino ganhará em torno de 4.500 francos por mês, enquanto um gerente masculino ganhará mais de 10 mil francos.

A diferença de renda entre os gêneros permanece significativa: o salário médio de uma mulher é 11,5% menor do que o de um homem. Esta desigualdade é ainda mais acentuada entre os ocupantes de cargos de gestão. No entanto, a igualdade de remuneração está consagrada na Constituição suíça e na Lei das Igualdades.

Em termos de comparações internacionais, os salários suíços são os mais altos entre os países da OCDE. O custo de vida é, no entanto, particularmente alto. Os impostos, os transportes, a habitação e o seguro-saúde acabam por corroer uma parcela importante dos ganhos. Apesar disso, o poder de compra das famílias suíças está entre os mais elevados da Europa.

O custo de vida na Suíça é particularmente desvantajoso para as pessoas de baixa renda. Segundo as estatísticas, as famílias que tenham um rendimento bruto médio inferior a cinco mil francos estão abaixo da capacidade de fazer uma poupança. Além disso, o custo de vida aumenta enquanto os salários permanecem por muito tempo em aumento, erodindo o poder de compra dos trabalhadores de baixa remuneração e que representam cerca de 12% das pessoas economicamente ativas.

Adaptação: João Batista Natali

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