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Queixa apresentada contra Federer e outros influenciadores do Instagram

Uma organização suíça de defesa do consumidor apresentou uma queixa contra o tenista suíço Roger Federer e várias outras celebridades "influenciadoras", acusando-as de "publicidade furtiva" no Instagram e em outros sites de mídia social.

Este conteúdo foi publicado em 26. junho 2019 - 09:57
A Fundação Suíça para a Proteção do Consumidor acusa os influenciadores suíços de não rotular corretamente certos posts do Instagram como publicidade Keystone / Sascha Steinbach

A Fundação Suíça para a Defesa do ConsumidorLink externo apresentou queixa junto à Comissão Suíça para a Defesa do ConsumidorLink externo contra várias celebridades, incluindo Federer e o campeão olímpico de snowboard Iouri Podladtchikov, acusando-as de não rotularem corretamente como publicidade certos artigos do Instagram e do Facebook. 

"Em um vídeo, Roger Federer mostra o logotipo de seu fornecedor de roupas, o snowboarder Iouri Podladtchikov se fotografou na entrada de uma loja de roupas, Michelle Hunziker [modelo, atriz e apresentadora de TV] agradece várias lojas por seu apoio em uma sessão de moda, a ciclista Jolanda Neff distribui uma contribuição de uma empresa de cartão de crédito e a influenciadora Xenia Tchoumitcheva promove joias. Todas essas contribuições carecem de qualquer indicação de que elas estão anunciando", declarou a fundação.

O órgão de defesa do consumidor diz que estes são exemplos de "publicidade furtiva" por parte de influenciadores profissionais que têm contratos de publicidade, alguns geridos por equipes administrativas.

Screenshot Instagram @RogerFederer


Atualmente, as celebridades não precisam temer multas, pois a comissão suíça só pode emitir advertências.

A fundação exige regras mais rigorosas contra a colocação de produtos e a publicidade secreta em linha, semelhantes às encontradas em países europeus vizinhos.

Atualmente, a lei suíça contra a concorrência desleal e as diretrizes para a publicidade leal estipulam que a publicidade deve ser devidamente rotulada, mas não especificam como. A fundação aponta as melhores práticas em países como a Suécia, que ela diz ter orientações muito mais claras para identificar quando um post é um anúncio através da utilização de hashtags, diferentes fontes e layouts. 


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