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Estudo questiona aprendizado de inglês cedo

Um estudo da Universidade de Zurique concluiu que o aprendizado precoce do inglês pode não valer a pena. O resultado vem em um momento chave do debate suíço sobre a aprendizagem de línguas.

Este conteúdo foi publicado em 09. março 2017 - 15:15
swissinfo.ch/fh
A preferência dada ao aprendizado da língua inglesa gera discórdia entre as regiões linguísticas da Suíça. Keystone

Existe atualmente muita discussão na Suíça de língua alemã sobre quantas línguas devem ser ensinadas nas escolas primárias e qual deve ser a primeira: o inglês ou o francês, a segunda língua nacional? Em 21 de maio, os eleitores do cantão de Zurique devem decidir sobre uma iniciativa popular - a mais recente de uma série já votada no cantão sobre a questão - que exige que as escolas primárias ensinem apenas uma língua estrangeira.

Entretanto, o cantão da Argóvia publicou um estudo controverso realizado pelo Instituto de Avaliação da Educação da Universidade de Zurique. A pesquisa mostrou que o ensino de inglês precoce não traz as vantagens que muitos acreditavam, de acordo com um artigo publicado no jornal NZZ am Sonntag.

A Suíça é dividida em quatro regiões linguísticas: alemão, italiano, francês e romanche. Enquanto que o alemão é a primeira língua estrangeira ensinada na região de língua francesa, grande parte da região de língua alemã ensina atualmente o inglês – que não é uma língua suíça oficial - antes do francês.

swissinfo.ch

Sucesso inicial

O estudo da Universidade de Zurique comparou os alunos dos cantões da Argóvia, onde o inglês é introduzido mais cedo (depois de três anos de escola primária), e Solothurn, onde é ensinado após os 11 anos. Os alunos do estudo tinham cerca de 15 anos.

Inicialmente, os alunos da Argóvia foram considerados melhores: um número maior havia atingido um nível avançado de inglês e a maioria havia cumprido os objetivos do currículo. No cantão de Solothurn, o dobro dos alunos não atingiu o nível mais baixo de leitura e escrita em inglês.

O cantão da Argóvia considerou esses resultados um sucesso quando publicou o estudo em 28 de fevereiro, declarando que o inglês fazia agora parte do currículo da escola primária no cantão.

Dúvidas de longo prazo

No entanto, após uma avaliação mais aprofundada, o estudo do Instituto de Avaliação lança algumas dúvidas sobre as vantagens a longo prazo do ensino precoce do inglês.

De acordo com o jornal NZZ am Sonntag, os autores do estudo concluíram que as horas extras e o esforço necessário para ensinar inglês em uma idade precoce não valem o resultado final.

O estudo constatou que os alunos da Argóvia tinham apenas seis meses a um ano à frente dos alunos de Solothurn. Isso apesar de terem feito sete anos de aulas de inglês, enquanto que os alunos de Solothurn apenas três no momento em que a pesquisa foi realizada.

O estudo foi realizado depois que a linguista Simone Pfenninger descobriu que os alunos dos últimos anos do ensino fundamental que começaram o inglês a partir do zero logo se igualavam aos que tinham aprendido inglês cedo. Ela concluiu que a intensidade das aulas era mais importante do que a idade em que o aprendizado começa ou quantos anos de aulas houve.

Reação

Os apoiadores da iniciativa de línguas estrangeiras de Zurique acolheram bem os resultados do estudo.

Eles argumentam que é melhor se concentrar em uma língua na escola primária e adicionar uma segunda mais tarde. Os alunos vão se recuperar rapidamente, dizem.

Embora as autoridades do cantão de Zurique não comentem o novo estudo diretamente, elas disseram acreditar nos benefícios da aprendizagem precoce de línguas estrangeiras.


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