Navigation

Pais portugueses entre os mais violentos

Um em cada cinco jovens na Suíça sofre graves castigos corporais nas mãos de seus pais, revelou um estudo realizado pela Universidade de Zurique.

Este conteúdo foi publicado em 10. outubro 2017 - 14:30
swissinfo.ch/fh
A violência familiar ainda ocorre na Suíça Keystone

A cifra de 20% é superior aos 13% revelados por um estudo similar realizado na Alemanha, disse o pesquisador Dirk Baier da Escola de Trabalho Social da Universidade de Ciências Aplicadas de Zurique (ZHAW). O castigo corporal "severo" foi definido no estudo suíço como socos, pontapés, espancamento ou objetos jogados em cima do jovem.

Dois jovens em cinco foram vítimas de formas "mais suaves" de castigo corporal, como tapas ou empurrões.

Os números na verdade foram retirados dos resultados provisórios de um estudo em andamento sobre o terrorismo, que pesquisou 10 mil jovens de 17 anos na Suíça e incluiu questões sobre sua educação, disse Baier para swissinfo.ch.

Imigrantes

Comparando os resultados, ficou claro que, entre os suíços, o nível de violência era similar ao da Alemanha, disse Baier. A diferença vem dos grupos de imigrantes.

"Existem alguns grupos na Suíça, onde até 40% dos jovens sofrem castigos físicos graves por parte dos pais", conta. O estudo revela que isso afeta principalmente as famílias dos Bálcãs, seguido de Portugal (37%).

A situação financeira da família também desempenha um papel: a taxa de violência entre os pais desempregados ou que vivem da ajuda social é duas vezes maior em relação aos outros.

Além disso, em algumas culturas, o castigo corporal pode ser percebido como uma parte normal da educação infantil. Isso também costumava ser a atitude na Suíça. O estresse devido ao status de imigrante também pode desempenhar um papel no altos níveis de violência familiar.

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Participe da discussão

Com uma conta SWI, você pode contribuir com comentários em nosso site.

Faça o login ou registre-se aqui.