Basileia e Zug são as cidades preferidas pelos expatriados

Enquanto expatriados nas cidades suíças de Basileia, Zug e Lausanne desfrutam de uma alta qualidade de vida, os que procuram Zurique e Berna lutam para se estabelecer, e quem vai para Genebra diz que encontrar um lugar para morar é um pesadelo.

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A cidade medieval de Berna: os expatriados dizem que os moradores locais são tão frios quanto o rio que atravessa a cidade Keystone

As seis cidades suíças estão entre as 72 do mundo analisadas pelo Expat City Ranking 2018, publicado na terça-feira (20) pela InterNations e baseado em sua pesquisa anual Expat Insider.

A popularidade das cidades suíças entre os expatriados varia bastante, com a Basileia chegando em 22º e a capital Berna 61º. Taipé, Singapura e Manama chegaram ao topo, enquanto Roma, Jeddah e Riad mantiveram suas posições.

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Basileia (22ª de 72) se saiu muito bem em relação à qualidade de vida (10ª), com os expatriados particularmente satisfeitos com o sistema de transporte. Foi também a cidade suíça melhor classificada em “finanças pessoais e habitação” (28ª) e “clima econômico” (5ª). Por outro lado, 32% disseram que não se sentiam em casa (em comparação com 23% em todo o mundo) e 54% disseram que era difícil forjar novas amizades (em todo o mundo 34%).

Zug (23ª) é a melhor cidade do mundo para “clima econômico”, “segurança” e “qualidade do meio ambiente”. Também oferece a melhor qualidade de vida na Suíça (8ª). No entanto, o custo de vida arrasta a cidade para baixo (62ª), embora se saia melhor do que Zurique (66ª) e Lausanne (69ª). Dito isto, 93% dos expatriados dizem ter renda suficiente para cobrir suas despesas (em todo o mundo 78%).

Lausanne (44ª) também está entre as dez melhores em qualidade de vida (9ª) e quase todos os entrevistados estão satisfeitos com a qualidade do ambiente. Eles estavam menos felizes com sua vida social (37%, comparado a 26% em todo o mundo), e na categoria “vida urbana” apenas Berna ficou pior na Suíça, com alguns entrevistados reclamando sobre as leis trabalhistas locais, oportunidades de carreira e a dificuldade para procurar emprego.

Genebra (56ª) ficou no pior lugar da Suíça no quesito moradia (64ª) e custo de vida (69ª) - na última categoria, apenas Londres, Vancouver e Nova York se saíram pior. Não só 72% dos entrevistados dizem que é difícil encontrar um lugar para morar (em todo o mundo, 30%), mas 75% dizem que a moradia é inacessível em Genebra. No entanto, eles gostaram da qualidade de vida da cidade, da qualidade do ambiente e da estabilidade política.

Zurique (57ª), a maior cidade da Suíça, é um lugar difícil para se estabelecer e fazer amigos, disseram os expatriados, que demonstraram uma alta insatisfação com sua vida social (41% de avaliação negativa em comparação com 26% em todo o mundo). Além disso, 36% dos expatriados consideram os moradores locais pouco amigáveis (21% em todo o mundo) e 71% reclamam do alto custo de vida (em todo o mundo, 21%). Mas nem tudo é ruim: a qualidade de vida é apreciada, a rede de transporte é considerada excelente e 93% dos expatriados se sentem seguros (em todo o mundo, 80%).

Berna (61ª), a capital suíça, não tem muito a seu favor, pelo menos de acordo com os expatriados. É a segunda pior cidade para se instalar (na frente apenas de Stuttgart), 44% acham os locais hostis (mais do que o dobro da média global), o idioma local (suíço-alemão) é visto como uma barreira à entrada e 63% dizem ser difícil encontrar novos amigos (em todo o mundo, 34%). Além disso, 52% têm problemas de adaptação à cultura local (22% em todo o mundo). O mercado de trabalho também é considerado desafiador, com 45% avaliando negativamente as oportunidades de carreira (27% em todo o mundo) - somente em Jeddah, Roma e Atenas a situação é pior. Cerca de 42% também estão insatisfeitos com sua situação financeira - apenas expatriados em Vancouver são menos felizes.

Expat Insider 2018 

A pesquisa Expat Insider 2018 foi realizada online pela InterNations entre 15 de fevereiro e 7 de março de 2018.

O público-alvo incluía todos os tipos de expatriados: funcionários estrangeiros (“expatriados” no sentido clássico de empregados em uma função corporativa) e pessoas que vivem e trabalham no exterior por várias outras razões, membros da rede InterNations e expatriados em geral.

Um total de 18.135 expatriados participaram, representando 178 nacionalidades que vivem em 187 países ou territórios.

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