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Cesarianas estão diminuindo na Suíça

Houve uma ligeira queda no número de cesáreas na Suíça, de acordo com as últimas estatísticas de parto. Mas a taxa continua alta internacionalmente.

Este conteúdo foi publicado em 17. maio 2019 - 11:35
This baby, born in a Zurich hospital, was delivered by cesarean section because she was in a breach position © Keystone / Gaetan Bally

Um total de 85.990 mulheres deram à luz em um hospital suíço, ou em casa, em 2017, revelaram números divulgados na sexta-feira (17). A maioria desses partos ocorreu em um hospital (98,3%), com lares de nascimento representando pouco menos de 2% (um aumento de 0,6% desde 2012).

Cesarianas constituíram 32,3% dos nascimentos. A taxa de cesáreas vem caindo gradativamente desde 2014 (-1,4%), informou o Departamento Federal de Estatísticas em um comunicadoLink externo.

O declínio na taxa de cesárea é recente e pequeno, por isso é difícil ter uma explicação confiável do motivo, disse o órgão de estatísticas para swissinfo.ch.

No entanto, a taxa suíça de 32,3% "continua sendo uma taxa muito alta de cesáreas na comparação europeia", acrescentou o comunicado.

Comparações internacionais

A vizinha Alemanha teve uma taxa semelhante, enquanto a Itália ficou à frente da Suíça, em torno de 35%. As taxas mais baixas foram na Finlândia e na Noruega, com pouco mais de 15%.

Um estudo publicado em 2018 pelo site LancetLink externo descobriu que as cesarianas haviam quase dobrado em todo o mundo desde 2000. O site colocou a taxa média da Europa Ocidental em 26,9% (dados de 2015).

Isso foi menor que na América do Norte (32%) e consideravelmente menor do que na América Latina e no Caribe, com 44,3%, os recordistas no assunto.

Casos

As razões mais comuns para o procedimento na Suíça foram um nascimento prematuro, de gêmeos ou trigêmeos e que o bebê estava em uma posição anormal. As mulheres com cuidados de saúde privados e aquelas com mais de 40 anos tiveram taxas mais elevadas também, com 45,6% e 50,7%, respectivamente.

A idade média das mulheres que dão à luz pela primeira vez ainda está aumentando. A porcentagem de mulheres que se tornam mães com mais de 35 anos triplicou desde 1970: de 11,3%, na época, passou para 32,2%, em 2017. Agora há menos mães com menos de 20 anos de idade (3,6% em 1970 para 0,4% em 2017).

Mas, no geral, as complicações durante o parto e a gravidez são raras, mostram as estatísticas.

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