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Suíça é contra genéricos da Aids

Assembléia anual da OMS, em Genebra, vai até dia 22. Assembleia Mundial da Saúde

Em entrevista à agência suíça de notícias ATS, a ministra suíça do Interior, Ruth Dreiffus declarou que os países em desenvolvimento devem ter melhor acesso aos remédios mas que os acordos internacionais sobre a propriedade intelectual devem ser respeitados. Na prática, ela é contra a proposta do Brasil sobre os genéricos da Aids.

Este conteúdo foi publicado em 15. maio 2001 - 15:46

A Suíça é a favor da ampliação da lista de remédios considerados essenciais preparada pela OMS, mas afirma que os acordos internacionais sobre a propriedade intelectual devem ser respeitados.

A opinião é da ministra do Interior, Ruth Dreiffus, em entrevista à agência suíça de notícias ATS. Seu Ministério inclui o Departamento Federal de Saúde. Dreiffus esteve em Genebra terça-feira partipando de uma mesa redonda sobre saúde mental durante a Assembléia anual da OMS, Organização Mundial de Saúde.

Na prática, defender o respeito às patentes é o oposto da posição defendida pelo Brasil, de garantir aos países o acesso a medicamentos de combate à Aids. A África do Sul venceu recentemente a causa dos genéricos contra a Aids quando os laboratórios abandonaram o processo que moviam contra o governo sul-africano devido a lei dos genéricos aprovada no Parlamento.

A Suíça apóia a iniciativa do Secretário Geral da ONU, Koffi Anann, de criar um fundo mundial de 7 bilhões de dólares para combater a Aids. Ruth Dreiffus declarou à ATS que o governo estuda uma contribuição para esse fundo. Os Estados Unidos já anunciaram uma primeira doação de US 200 milhões.

"A criação desse fundo é uma necessidade. A África está perdendo uma geração por causa da Aids", afirmou Dreiffus. Segundo dados da OMS, 36 milhões de pessoas no mundo são soropositivas e 5,3 milhões foram contaminadas no ano passado.

Para a ministra suíça, o acesso dos países em desenvolvimento aos remédios deve ser melhorado, mas baixar o preços dos remédios contra a Aids não basta. É preciso também reforçar as infraestruturas de saúde para distribuir e acompanhar os tratamentos.

swissinfo com agências

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