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Suíça anuncia Conferência humanitária sobre Iraque

A realização da conferência foi anunciada pela ministra Micheline Calmy-Rey Keystone

As conseqüências humanitárias de uma guerra no Iraque sobre toda a região serão discutidas numa conferência internacional, em Genebra, ainda este mês.

Este conteúdo foi publicado em 04. fevereiro 2003 - 14:14

A iniciativa é da ministra das Relações Exteriores Micheline Calmy-Rey que anunciou também um reforço da ajuda humanitária ao Iraque.

A Suíça pretende convidar todos os países diretamente envolvidos para uma conferência internacional sobre as conseqüências humanitárias de um ataque dos Estados Unidos ao Iraque.

Ainda este mês

A decisão, anunciada pela ministra das Relações Exteriores, Micheline Calmy-Rey, ao final de uma reunião com as comissões das Relações Exteriores da Câmara e do Senado, surpreendeu e suscitou críticas e elogios.

Além do Iraque e dos Estados Unidos, serão convidados Irã, Síria, Koweit, Arábia Saudita, Turquia, Jordânia, Grã-Bretanha e União Européia. Organizações Humanitárias como a Cruz Vermelha Internacional e o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados também participarão.

O encontro ainda não tem data marcada mas deverá ocorrer ainda este mês.

Neutralidade

A iniciativa é resultado de contatos mantidos durante o Fórum Econômico Mundial de Davos, três semanas atrás, quando a ministra suíça esteve reunida com o secretário norte-americano de Estado, Collin Powel.

Nesse encontro, Calmy-Rey explicou a posição da Suíça, contrária a um ataque sem nova resolução do Conselho de Segurança da ONU, e ofereceu a mediação da Suíça para tentar evitar o conflito. Caso contrário, a Suíça fará prevalecer seu direito à neutralidade nas Nações Unidas e não autorizará o uso de seu espaço aéreo por aviões militares.

Elogios e críticas

Ao mesmo tempo, o Ministério das Relações Exteriores e a Divisão de Cooperação e Desenvolvimento (DDC), preparam atualmente um plano de crise que vai reforçar a ajuda humanitária ao Iraque. A Suíça tem projetos humanitários nesse país desde 1993, orçados em 5 milhões de francos suíços por ano.

Os líderes das comissões das Relações Exteriores mostraram-se satisfeitos depois do encontro com Calmy-Rey mas os partidos de centro e de direita continuam criticando a ministra, empossada em 1° de janeiro.

swissinfo com agências

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