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Suíça atrai investimentos

A sede européia da empresa americana Ebay encontra-se em Berna e beneficia-se do sistema fiscal suíço. swissinfo.ch

Como a economia da Suíça pode ser tão bem sucedida, em comparação com seus vizinhos?

Este conteúdo foi publicado em 20. junho 2003 - 17:11

Tendo como único recurso natural a água e com mais de dois terços do território coberto de montanhas, a Suíça só pode sobreviver vendendo o que ela faz de melhor: idéias.

Uma delas é oferecer condições excepcionalmente boas para as empresas e investidores internacionais. Esse é um dos remédios que um país pode utilizar para atravessar o atual período de crise mundial.

Outra pergunta: quem sabe no mundo que a Suíça é um país de impostos baixos, poucos feriados, quase nenhuma greve e de grande flexibilização do mercado de trabalho?

Multinacionais preferem a Suíça

A resposta: empresas americanas e européias, que continuam a chegar no país das montanhas.

Elas já são centenas, como Wal-Mart, Ebay, Cisco, Gillette, Procter & Gamble, Polo Ralph Lauren ou a escola internacional de línguas EF, que estão instaladas já há alguns anos ou vieram a pouco tempo e montaram suas sedes européias, holdings e filiais nos diversos cantões suíços.

“Nós já atuamos há oito anos na Suíça. Ao contrário do que muita gente pensa, não foram as vantagens fiscais que nos trouxeram para cá, mas sim o alto nível de formação do pessoal e pelo fato da Suíça servir como um bom mercado de testes. Ela é multicultural, poliglota e inovadora”, explica Michael Ganser, que a partir de 1. de agosto irá chefiar pela multinacional americana Cisco a região Suíça, Áustria e leste europeu. “Esperamos que a Suíça assuma nessa região uma posição de liderança na informática”.

Queda de investimentos no mundo

Obviamente, a ressaca vivida atualmente pela economia mundial também atingiu a economia suíça. Segundo um estudo publicado hoje pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento, Econômico (OCDE), o ano passado foi catastrófico para os investimentos no mundo. Eles caíram para 490 bilhões de dólares, contra 615 bilhões em 2001.

Desse bolo, a Suíça recebeu 9,3 bilhões de dólares de investimentos estrangeiros. Essa é uma notícia boa no meio da desgraça, levando-se em conta a queda brutal vivida depois do “boom” econômico de 2000: 19,3 bilhões de dólares para 8,9 bilhões em 2001.

Para sobreviver às difíceis condições atuais, um país de alto-custo como a Suíça só pode contar com vantagens muito especiais, para que as empresas continuem a investir no pequeno país das montanhas.

Trunfo na manga: emprego é flexível

A flexibilização do mercado de trabalho é um dos exemplos. Enquanto que empresas alemãs, francesas e italianas estão praticamente amarradas pela legislação e conseguem apenas com muita dificuldade demitir, na Suíça não existe praticamente proteção ao trabalhador.

Por lei, uma empresa só não pode demitir um funcionário quando este está servindo o exército, em caso de doença, gravidez e participação em ação de ajuda no exterior. Nos outros casos a demissão é possível, mesmo se ela for abusiva (o que dá direito à indenização ao trabalhador).

Suíços trabalham mais

Também os suíços trabalham mais e tem menos dias de férias que a maior parte dos países desenvolvidos.

De acordo com uma pesquisa do cantão de Genebra, os suíços trabalham 1856 horas por ano, superando até os americanos, com 1824. Na Itália são 1746 horas, na Alemanha 1683 e na Franca, depois da introdução da semana de trabalho de 35 horas, apenas 1562.

Também no lazer, os suíços parecem ser econômicos. Juntando dias de férias e feriados, o trabalhador suíço tem em média 31 dias de descanso. Os americanos são os que mais trabalham: apenas 25 dias. Os alemães são os recordistas europeus: eles têm, em média, 43 dias de férias e feriados pagos.

swissinfo, Alexander Thoele

Reportagem continua na segunda matéria intitulada "Sistema fiscal é atraente ". Clique AQUILink externo para lê-la.

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