Navigation

Suíça importa professores

Estrangeiros são geralmente da mesma língua materna que o aluno Keystone

Profissão desprestigiada, salários pouco atraentes e tarefas que nada têm a ver com o ensino provocam certa crise nas escolas suíças e conseqüente falta de professores...

Este conteúdo foi publicado em 15. agosto 2002 - 15:36

Sem professores suficientes, escolas públicas contratam mestres no exterior.

Ser professor na Suíça já foi mais interessante. Quando a autoridade do mestre não era contestada. Quando a violência inexistia. Quando a função de professor tinha mais prestígio. Quando não era preciso substituir os pais na educação dos filhos. E quando as tarefas administrativas eram bem mais leves. "Tempi passati".

E estamos falando apenas de escolas públicas - e do primário e secundário - porque na Suíça o ensino quase 100% público.

Conseqüências

Hoje, a sobrecarga dos professores, a incapacidade da maioria de lidar com alunos problemáticos e enfrentar salas de aula com maior número de alunos menos homogêneos, o aumento da carga horária - decorrência da redução de orçamentos para o ensino - leva cada vez mais pessoas seja não escolher a profissão, seja a abandoná-la.

Sinais dos tempos, a Suíça passa a importar número crescente de professores. O fenômeno é particularmente grave em Argóvia, estado que faz fronteira com Zurique. Argóvia decidiu contratar dezenas e dezenas de mestres estrangeiros.

Promoções

Mas o problema já é evidente em outros estados: Basiléia, Berna, Friburgo e Vaud...

A carência de professores leva também as autoridades a adotarem soluções provisórias e insatisfatórias. Mestres de graus inferiores são "promovidos" a ensino secundário. Ou se faz apelo a estudantes, ou seja pessoas ainda não inteiramente capacitadas ao ensino.

Mesmo assim, nota-se a dificuldade crescente de encontrar quem ensine matérias científicas, matemática e economia.

Resta que na Suíça, para o professor, motivos de descontentamento não faltam. Eles sentem que as exigências vão além de suas funções normais, o que leva a mal-estar e mesmo a esgotamento emocional freqüente.

Se os que estão no barco querem pular fora, quem vai querer entrar nesse barco?

swissinfo

Este artigo foi automaticamente importado do nosso antigo site para o novo. Se há problemas com sua visualização, pedimos desculpas pelo inconveniente. Por favor, relate o problema ao seguinte endereço: community-feedback@swissinfo.ch

Em conformidade com os padrões da JTI

Em conformidade com os padrões da JTI

Mostrar mais: Certificação JTI para a SWI swissinfo.ch

Os comentários do artigo foram desativados. Veja aqui uma visão geral dos debates em curso com os nossos jornalistas. Junte-se a nós!

Se quiser iniciar uma conversa sobre um tema abordado neste artigo ou se quiser comunicar erros factuais, envie-nos um e-mail para portuguese@swissinfo.ch

Partilhar este artigo

Modificar sua senha

Você quer realmente deletar seu perfil?