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Suíça já é membro da ONU

Delegação suíça dirige-se à nova cadeira na ONU, entre a Suécia e a Síria.

(Keystone)

A Assembléia Geral das Nações Unidas, em Nova York, aprovou terça-feira, 10/9, por aclamação, a adesão da Suíça às Nações Unidas.

No discurso de agradecimento, o presidente suíço Kaspar Villiger explicou as particularidades do país e o que a Suíça vai defender nas Nações Unidas.

"A ONU é mais necessária que jamais", afirmou o presidente auíço atual Kaspar Villiger, em discuso no plenário das Nações Unidas em Nova York, minutos depois da adesão da Suíça ser aprovada por aclamação.

Ameaças a todos

De início, Villiger explicou que a Suíça é um país de 4 línguas e 4 culturas e que, por isso, faria seu discurso em três dos quatro idiomas nacionais.

Para justificar a necessidade da ONU, Villiger disse que ela é a única orgazanização apta a solucionar os grandes problemas da humanidade. Como exemplos, falou da "intolerável" discrepância entre ricos e pobres, que a paz ainda é um sonho em muitos lugares do mundo, do terrorismo e do desequilíbrio ecológico com ameaça a todos.

Preservar neutralidade

O presidente suíço disse também que muitos suíços duvidavam antes da adesão à ONU por duas razões: consideravam que o direito de veto das grandes potências não corresponde à sua concepção da democracia e temiam que a neutralidade fosse ameaçada.

Ao pedido de adesão, a Suíça solicitou manter seu estatuto de neutralidade. Villiger afirmou que isso consiste em não recorrer à guerra para solucionar conflitos e que por essa razão o país permaneceu unido nos grandes conflitos europeus.

Valores essenciais

Na prática, afirmou que, na ONU, a Suíça "não participará de operações de imposição da paz mas estará presente nas operações de manutenção da paz do direito humanitário."

Disse que a Suíça vai denfender na ONU seus valores essenciais como paz, democracia, dignidade humana, neutralidade e solidariedade e que o país não hesitará em falar, "mesmo em situações incômodas".

swissinfo com agências

Breves

- Suíços haviam rejeitado adesão em 1986.
- Adesão foi finalmente aprovada por 54% em março de 2002.
- Junto ao pedido de adesão a Suíça solicitou manter a neutralidade
- Áustria e Finlândia estão na ONU e são neutros.

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