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Suíça quer concluir logo os acordos bilaterais

Pascal Couchepin e Silvio Berlusconi na coletiva à imprensa, em Roma. Keystone

Pascal Couchepin, presidente da Suíça, obteve em Roma a garantia de poder concluir rapidamente a segunda rodada de acordos bilaterais com a União Européia.

Este conteúdo foi publicado em 09. julho 2003 - 19:01

Os dois ítens que estão dificultando a conclusão problemas são alguns pontos do tratado de Schengen e da fraude fiscal.

Pascal Couchepin foi a Roma, viu o Papa e os guardas suíços do Vaticano mas o principal era o encontro com o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi.

Nem tanto desta vez pela Itália, mas porque Berlusconi exerce nos próximos seis meses a presidência rotativa da União Européia. A Suíça é membro e justamente por isso tem pressa em concluir o segundo pacote de acordos bilaterais com a UE.

"A conclusão da segunda rodada de negociações será um salto de qualidade que vai ultrapassar a cooperação puramente econômica", afirmou o presidente suíço e ministro do Interior, Pascal Couchepin, ao final da conversa com Berlusconi.

El problema de los acuerdos de Schengen

Segundo Couchepin, Berlusconi concordou em dar um impulso político para a conclusão dos acordos, apesar dos problemas pendentes.

Trata-se, em particular, do Tratado de Schengen, que delimita as fronteiras para a livre circulação das pessoas mas também prevê a cooperação judicial entre os países-membros. A Suíça teme que esse ítem prejudique o segredo bancário.

Outro problema considerado "essencialmente técnico" refere-se à fraude fiscal. A evasão fiscal não é considerada crime na Suíça e aí está novamente em questão a cooperação judicial e o segredo bancário.

Europeus depositam dinheiro na Suíça para pagar menos impostos. A Suíça propõe taxar esse capital e devolver o dinheiro ao país de origem.

Droga e bens culturais

No encontro com o presidente da UE, também foram abordados outros assuntos com a política para as drogas e a devolução de bens culturais.

Na UE, existe certa preocupação com a provável descriminação da maconha, questão aprovada no Senado suíço e que será votada na Câmara na próxima sessão parlamentar.

Pascal Couchepin explicou que as leis que não cumpridas de nada servem e insistiu que só haverá liberalização do consumo de drogas leves para melhor lutar contra os grandes traficantes.

Quanto à questão dos bens culturais, suíços e italianos concordaram em assinar brevemente um acordo que permitirá a restituição recíproca em casos de tráfico, roubo ou comércio ilegal.

O primeiro pacote contendo 7 acordos bilaterais com a União Européia foi assinado em 1999. A partir daí começaram as negociações para o segundo pacote, objeto da reunião de Pascal Couchepin com Silvio Berlusconi.

Esses acordos são muito importantes para a Suíça, que tem dois-terços de suas trocas comerciais com a UE.

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