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Suíços desvendam enigma do primeiro europeu

O chefe do projeto, David Lordkipadnize, com o crâneo do hominídeo encontrado em Dmanisi Projektleiter David Lordkipadnize mit dem Schädel in Dmanisi, Georgien.

Ao contrário do que se acreditava até agora, os primeiros homens que emigraram da África para a Europa e Ásia tinham o cérebro bem pequeno. A descoberta é de dois antropólogos da Universidade de Zurique.

Este conteúdo foi publicado em 05. julho 2002 - 15:11

Uma descoberta feita na Suíça reescreve a história dos ancestrais europeus que vieram da África. O acaso, e não a inteligência, permitiu que os primeiros homens sobrevivessem fora do continente africano.

Crâneo encontrado na Geórgia

1 milhão e 800 mil anos atrás, os ancestrais do Velho Continente sairam da África pela primeira vez e emigraram para a Europa e Ásia, em busca de novos territórios. Até agora, admitia-se cientificamente que eles estavam na fase do Homo Erectus, com um cérebro de grandes dimensões capaz de garantir sua sobrevivência.

A descoberta de Christoph Zollikofer e Marcia Ponce de León, do Instituto de Antropologia da Universidade de Zurique, vai mudar essa interpretação.

Especialistas em reconstrução computadorizada de esqueletos, Zollikofer e Ponce de León analisaram um crâneo encontrado a 80 kms de Tbilisi, capital da Geórgia (ex-União Soviética.

Europeu é ainda mais antigo

O estudo publicado na edição de sexta-feira (05/7) da revista Science revela que o hominídeo encontrado no sítio arqueológico de Dmanisi tinha um cérebro de apenas 600 cm3 de volume, ou seja, muito menor que o cérebro do Homo Erectus, cujo cérebro tinha, em média, 800 cm3.

"A importância da descoberta é demonstrar uma presença humana mais antiga fora da África e revelar o esqueleto mais velho já encontrado na Eurásia", declarou à swissinfo David Lordkipanidze, diretor do projeto na Geórgia.

Isso significa que os primeiros europeus não eram tão desenvolvidos como se pensava. Estavam na fase do Homo Habilis, ancestral do Homo Erectus. A conclusão dos autores do estudo é que os primeiros europeus tinham uma inteligência muito limitada mas, mesmo assim, conseguiram sobreviver.

swissinfo

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