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UBS deixa controvertido projeto de represa turco

A cidade antiga de Hasankeyf seria engulida pela águas

(Keystone Archive)

O maior banco suíço desistiu de participar do projeto de construção da represa de Illusu, sudeste da Turquia. A justificativa são "repercussões sociais e ecológicas" da barragem, muito criticada.

Grupos de defesa do meio ambiente e dos direitos humanos - encabeçadas por Declaração de Berna, ONG suíça - têm denunciado as "graves conseqüências" da construção dessa represa de Illusu, na Anatólia, em pleno Curdistão turco.

Segundo a ONG suíça só essa barragem no rio Tigre atingiria diretamente cerca de 80 mil pessoas, muitas dezenas de vilarejos, inundaria uma cidade antiga da Anatólia (Hasankeyf) e afetaria o abastecimento de água na Síria e no Iraque, a jusante. Isso sem falar nas conseqüências políticas de um projeto (que poderia ser usado como arma estratégica) que está avaliado em cerca de 2 bilhões de dólares (€ 2.3 bi).

Custo total de US$ 22 bi

A represa de Illusu é apenas parte de um empreendimento qualificado de faraônico visando construir, por 32 bilhões de dólares, 22 barragens e 19 hidrelétricas numa área de 1.760 km2. O que "transtornaria o equilíbrio político, social e ecológico dessa região curda da Turquia".

Pondo um termo a seu "mandado de consultoria", o UBS indica que nos últimos anos, "a evolução do projeto tem sido pouco satisfatória", acrescentando não dispor de normas claras "permitindo constatar que as medidas destinadas a atenuar as repercussões sociais e ecológicas do projeto serão aplicadas".

No mês de novembro, a empresa britânica Balfour Beatty retirou-se do empreendimento por motivos semelhantes.

A barragem de Illusu deverá atingir 120 m de altura, dotada de uma hidrelétrica de 1.200 MG, com as água do Tigre se expandindo num lago de 313 km2.

Aplausos

A hidrelétrica deve ser construída por um consórcio internacional liderado por Sulzer Hydro (comprada pela firma austríaca VA Tech). Como o Banco Mundial se negou a participar dos diferentes projetos, o financiamento era orquestrado pelo UBS, com participações austríaca, alemã, italiana, japonesa, suíça e portuguesa. O próprio UBS - que admite ter encontrado dificuldade em reunir o capital necessário - já nem sabe quem irá construir a mencionada barragem.

A retirada do UBS vai certamente reativar a controvérsia sobre o empreendimento turco. Organizações que se opõem à construção já aplaudiram a decisão.


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