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Ziegler apresenta o relatório da fome

Segundo o relatório de Ziegler, 840 milhões de pessoas passam fome no mundo. swissinfo.ch

Desde 2001, o número de pessoas passando fome no mundo aumentou ainda mais, constatou Jean Ziegler no relatório apresentado nas Nações Unidas.

Este conteúdo foi publicado em 12. novembro 2003 - 12:49

Ao mesmo tempo, Ziegler criticou severamente a situação nos territórios ocupados na Palestina.

O relatório de Jean Ziegler, relator especial da ONU sobre o direito da alimentação, apresentou um balanço geral negativo na luta mundial contra a fome. Ele constatou que as promessas feitas durante o quarto Congresso Mundial da Fome, de reduzir pela metade o número de pessoas sofrendo de subnutrição, praticamente não foram cumpridas.

Ao contrário, a fome no mundo aumentou ainda mais. Se em 2001 ainda eram 815 milhões de pessoas a serem atingidas pelo problema, um ano depois esse número passava para 840 milhões no ano passado.

O sociólogo suíço acusa, ao mesmo tempo, as multinacionais. Para Ziegler, o capital privado tem um papel fundamental no desrespeito do direito à alimentação no mundo.

O relator especial da ONU lembra ainda que as mulheres são especialmente discriminadas no acesso à alimentação, sobretudo pelo fato delas não disporem de poder social, econômico e político.

Situação no Oriente Médio

No seu discurso perante as Nações Unidas, realizado na quarta-feira, Ziegler denunciou ainda a situação catastrófica nos territórios ocupados.

As medidas tomadas por Israel contra os palestinos conduzem a região “aos limites de uma catástrofe humanitária”, declarou o relator especial da ONU. Ele estima que o governo israelense exerce uma estratégia política semelhante a um sistema de “apartheid”, como existia na África do Sul.

Segundo o estudo, 61% dos palestinos sofrem de subnutrição crônica, sendo que 85% deles são completamente dependentes de ajuda humanitária.

“A situação nos territórios ocupados é comparável àquela que existe em algumas partes da África, como no Tchad”, afirma Ziegler.

“A necessidade de segurança em Israel é compreensível, mas ela não deve ser invocada para cada medida tomada pelo governo”. Israel deve, nesse sentido, ser obrigado a garantir o direito à alimentação nos territórios ocupados.

Críticas israelenses

Através de uma carta datada de sete de outubro, o governo israelense pediu à Organização das Nações Unidas para não mais confiar essa missão a Jean Ziegler. O governo em Jerusalém espera também que ele não seja mais reconduzido às suas funções de relator especial e nem a outra função dentro da ONU.

“Que o relatório pudesse ter sido apresentado frente à assembléia geral das Nações Unidas já pode ser considerado um sucesso”, diz Jean Ziegler. Um dos seus objetivos é colocar sob o foco geral das atenções a “tragédia escondida”, que constitui, dentre outras, a fome nos territórios palestinos.

swissinfo e agências

Breves

Selon le rapport Ziegler:

- Toutes les sept secondes, un enfant meurt de faim dans le monde.

- En 2001, 815 millions de personnes souffraient de sous-alimentation.

- L’année dernière, leur nombre a encore augmenté à 840 millions.

- 799 millions de personnes souffrent de la faim dans les pays en développement.

- 30 millions dans les pays en transition.

- 11 millions dans les pays industrialisés.

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