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As leis que regem a cidadania suíça sofreram radicais transformações nos
últimos 20 anos. Por exemplo, a mulher suíça não perde mais a cidadania
se casar com um estrangeiro.

Informações detalhadas em português sobre a naturalização e/ou nacionalidade suíça podem ser lidas no site da Embaixada da Suíça no Brasil.

Para se tornar suíço há,  basicamente, três caminhos: através de nascimento, do casamento (não automático) ou da naturalização. Este último segmento refere-se aos que querem se tornar suíços ou recuperarem a cidadania, casos que, entretanto, podem ser demorados e exigir longo processo.

Contrariamente ao que acontece nos Estados Unidos, a Suíça não concede cidadania às crianças simplesmente por terem nascido em solo suíço. Uma criança é automaticamente suíça se for filha de casal onde, pelo menos, um dos cônjuges é suíço. O filho de uma mulher solteira suíça  é automaticamente considerado suíço. No caso de um filho de suíço solteiro (e de uma mãe estrangeira), a criança poderá ter cidadania suíça na medida em que o pai reconheça sua paternidade, antes de a criança atingir a idade legal (maioridade).

A Suíça permite que um cidadão mantenha múltiplas nacionalidades. A manutenção da cidadania anterior, contudo, dependerá exclusivamente do outro país em questão.

Para informações gerais sobre como se naturalizar suíço, veja o site do Departamento Federal de Migração.

Naturalização Regular

Estrangeiros sem diretos laços de sangue com a Suíça, quer através de
nascimento ou de casamento, deverão obrigatoriamente viver no país pelo
menos 12 anos, antes de poderem solicitar a cidadania. (Os anos vividos no país entre 10 e 20 anos de idade contam em dobro). O requerente deve estar bem integrado ao país, familiarizado com os costumes e as tradições suíças, ser cumpridor das leis e não representar ameaça à segurança interna ou externa da nação. Uma nova lei da redução do número de anos de residência de 12 para 10 foi aprovada pelo Parlamento em junho de 2014 e está prevista para entrar em vigor no início de 2017.

O Departamento Federal de Migração dá, então, "luz verde" ao pedido do candidato para iniciar o processo de naturalização, mas isso não significa que a cidadania é certa. Pelo contrário, cantões e municípios têm suas próprias exigências que devem ser cumpridas. Um cantão, por exemplo, pode solicitar aos candidatos a viver por dois anos na região, enquanto outro pode exigir uma década. Para mais informações sobre o processo, visite o site do Departamento Federal de Migração.

Naturalização facilitada

Estrangeiros casados com cidadãos suíços ou crianças de pais suíços (que ainda não têm cidadania suíça) podem solicitá-la pela via rápida.

Apesar dos cantões e municípios não terem exigências ou requisitos
adicionais a serem cumpridos, reservam-se o direito de exigir, se necessário.

Esta regra aplica-se geralmente aos cônjuges estrangeiros casados com
suíços, por, pelo menos, três anos e que tenham vivido na Suíça por, no mínimo, cinco anos, incluindo aqui o ano imediatamente anterior ao pedido. Pessoas "com estreitos laços" com a Suíça também podem pedir cidadania pela via rápida, mesmo que residam no exterior. Neste caso, o casal deve estar casado há pelo menos seis anos. O cônjuge deve ter obtido a cidadania suíça antes de casar.

As crianças menores de 22 anos e que não obtiveram a cidadania suíça quando seus pais poderiam ter solicitado, podem pedi-la desde que tenham vivido no país por pelo menos cinco anos - incluído aqui o próprio ano anterior ao pedido. "Laços estreitos com a Suíça" também servem (propriedade de imóveis no país não é suficiente). Os pedidos de cidadania, para  crianças de pais suíços nascidas fora do casamento, devem ser apresentados antes que completem os 22 anos e que o pai as reconheça como  filhos. A criança deve ter laços estreitos com o país.

Para maiores informações sobre  naturalização facilitada, visite o Departamento Federal de Migração.

Re-naturalização

O processo para novamente tornar-se suíço geralmente se aplica aos casos de esposas estrangeiras de cidadãos suíços e crianças estrangeiras que perderam a cidadania através do confisco, casamento ou outro tipo de
dispensa da nacionalidade suíça.

Uma mulher portadora da cidadania suíça mas que a perdeu quando seu marido a renunciou, antes de 01 de janeiro de 2006 (data em que a alteração da Lei da Cidadania Suíça entrou em vigor), ainda pode ter a mesma restabelecida. Ela pode pedir reintegração de cidadania suíça se tiver estreitos laços com a Suíça. É irrelevante saber se a sua cidadania suíça foi adquirida pela descendência, adoção, naturalização ou de casamento.

Como com outros tipos de naturalização, o candidato deve estar bem integrado aos usos e costumes do país, ser cumpridor da lei e não representar ameaça à segurança interna ou externa da Suíça. Outras exigências, tais como limites de idade ou local de residência, podem também ser levados em consideração. Para maiores informações, visite o Departamento Federal de Migração.

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