Navegação

Menu Skip link

Funcionalidade principal

Capital quer atrair mais gays

Berna foi tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

(Bern Tourism)

Berna, a capital suíça, ganha uma campanha para trazer mais turistas gays destacando suas atrações culturais e também o caráter "GLS" da cidade.

Trata-se de um mercado milionário, que também é explorado pelas grandes metrópoles do mundo.

- A Suíça é o único país do mundo que legalizou o casamento de homossexuais através de plebiscito popular. Isso é fenomenal e deveria estar na primeira página de todos os jornais gays - ressalta Tom Roth, presidente da Community Marketing Inc., uma empresa americana baseada em San Francisco e especializada em serviços de marketing para a comunidade gay.

- Eu tenho certeza que a Suíça pode comunicar melhor seu caráter "GLS" (gay, lésbica e simpatizantes). Esse é um dos critérios mais importantes para o público homossexual: antes de decidir onde eles vão gastar o dinheiro, muitos analisam como os gays são tratados, incluíndos os do próprio país. O turista vota com a sua carteira - conclui.

Urs Eberhard, da Suíça Turismo, também está consciente da importância da comunicação.

- Para mim o esforço não deve ser apenas para atrair gays e lésbicas para Berna, mas sim de lembrar a eles que existe essa bela cidade e que ela irá acolhê-los com simpatia. Mas isso teríamos também que fazer o mesmo com cada grupo de turistas - declara Eberhard à swissinfo.

- Temos todos os ingredientes necessários: tradição, qualidade, uma população tolerante e também uma considerável população gay já estabelecida há bastante tempo.

Capital como alternativa

Marc Steffen, da agência oficial Berna Turismo, explica que o público alvo tradicional para a capital suíça é de turistas de idade avançada e casais sem filhos. Na sua opinião, gays e lésbicas se encaixam perfeitamente nesse grupo.

- Queremos nos firmar como alternativa para os homossexuais. Seja se eles quiserem um lugar tranqüilo e bonito, seja para participar de um dos nossos vários festivais ou visitar nossos museus - diz Steffen.

- Cultura é um fator muito importante para Berna, como mostra a abertura do Centro Paul Klee e o festival de filme "Queersicht".

Com orgulho, Marc Steffen tenta explicar porque casais gays se sentem bem na capital suíça, que também foi tombada como Patrimônio Cultural da Humanidade pela Unesco.

- Eu sempre digo que a nossa cidade é como uma área de repouso , uma espécie de "lounge" da Suíça. É verdade que Berna é pequeno, mas tudo aqui é bonito, aconchegante e sem estresse.

Steffen acrescenta que as duas cidades se complementam muito bem, afirmando que Zurique e Berna estão divididas pelo trajeto de apenas uma hora de trem.

- Dá até para sair todas as noites em Zurique e depois acordar e passar o dia relaxado em Berna.

Incentivos econômicos

Turismo é também uma questão de negócio. Bryan Gonzales, diretor do "Aspen Gay Ski Week", um pacote turístico que atrai homossexuais do mundo inteiro para férias de esqui numa das estações mais bonitas da Suíça, explica como organizar eventos com sucesso .

- Se um país europeu consegue organizar algo semelhante como o Aspen Gay Ski Week, ele passa a fazer parte dos destinos preferenciais desse público exigente - diz Gonzales.

Segundo as pesquisas de Tom Roth, a Suíça está atualmente na sétima posição do destino preferencial de férias para o público gay na Europa, logo atrás da Grã-Bretanha, França, Itália, Alemanha, Holanda e Espanha.

Gonzales explica que, em 2005, o Aspen Gay Ski Week atraiu três mil participantes. Cada um deles gastou em média US$ 2.500 por semana.

- Diretamente e indiretamente trouxemos US$ 6,2 milhões em apenas uma semana para a cidade de Aspen - acrescenta, explicando também que o mesmo pode ocorrer em toda a Suíça se o marketing for correto e conduzido na direção certa.

- Ao mostrar aos empresários o impacto econômico que esse tipo de evento tem sobre uma cidade ou região, eles terminam acordando.

Recomendações

Roth destila sua análise em uma punhado de recomendações (leia o prospecto escrito em inglês "Gay travel in Switzlerand" - o link está acima).

Para o especialista em marketing, a Suíça Turismo deveria se esforçar mais para combater alguns clichês do país. Muitos estrangeiros ainda acreditam que a Suíça é fria, cara e quase sem atrações culturais.

- É preciso mostrar a qualidade do transporte, as beleza naturais, a história e, lembrando o público gay, também explicar que a Suíça não se resume apenas aos cantadores dos Alpes ou vacas nos pastos, mas também abriga uma dos maiores carnavais tecno do continente, a Street Parade em Zurique.

swissinfo, Thomas Stephens

Breves

Em junho de 2005, os suíços aprovaram em plebiscito uma nova lei que permite casais de homossexuais de registrar oficialmente seu relacionamento.

Dessa forma os casais de gays e lésbicas passaram a ter os mesmos direitos e deveres que pessoas casadas em questões como pensão, herança e de impostos. A nova lei não permite, porém, que esses casais adotem crianças ou tenho acesso à tratamento de fertilidade.

A idade mínima de relacionamento sexual para gays é de 16 anos.

Aqui termina o infobox

Fatos

Zurique, Genebra, Lucerna, Zermatt e Engelberg são algumas da cidades que estão fazendo parte de uma campanha para promover o turismo gay realizada pela Suíça Turismo.
A cena "gay" da Suíça está mais localizada em grandes centros urbanos como Zurique e Genebra, mas Berna, a capital, também oferece algumas atrações voltadas para o público homossexual e lésbico.
Berna sedia o mais antigo e tradicional festival de cinema gay e lésbico da Suíça, o "Queersicht", que atrai a cada ano até três mil visitantes. Em 2006, ele será realizado entre 9 e 13 de novembro.

Aqui termina o infobox


Links

Neuer Inhalt

Horizontal Line


subscription form

formulário para solicitar a newsletter

Assine a newsletter da swissinfo.ch e receba diretamente os nossos melhores artigos.

swissinfo.ch

Banner da página Facebook da swissinfo.ch em português

×