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Censo revela novo perfil suíço

Crescimento na Suíça (Ch) foi maior que na Alemanha (DE), França (FR) e Itália (IT)

(swissinfo.ch)

População sobe 5.9%, aumentam imigrantes dos Bálcãs, muçulmanos duplicam, número de idosos se estabiliza, provisoriamente. Estes os principais dados do censo, válido para a década 1990-2000, publicados na terça-feira, 22/1.

No ano 2000, a população suíça totalizava 7 milhões 280 mil pessoas. Em relação ao recenseamento de 10 anos antes, a cifra representa um aumento percentual de 5.9 .

Em comparação com países da Europa Ocidental, crescimento maior ocorreu apenas em Luxemburgo, Chipre, Áustria, Grécia e República da Irlanda.

Fatores de crescimento

A explicação é dupla. No período analisado, o número de nascimento foi superior ao de falecimentos. A diferença foi de 200 mil.

A segunda explicação é que na Europa Ocidental, depois da Alemanha, Áustria e Grécia, a Suíça é o país que mais atrai imigrantes (20.5% da população).

Afluxo iugoslavo

A origem principal desses imigrantes também mudou. Se há 4 décadas, numa proporção de 85%, vinham dos países vizinhos, hoje, o grosso da imigração é originário das ex-repúblicas iugoslavas. Eles representam na Suíça quase 25% dos estrangeiros.

O número de não-europeus também vem crescendo. Já constituem 13% da população estrangeira. Em 1990 eram 10% e em 1980, apenas 6%.

A cifra atual é, no entanto, baixa, se comparada a países como a Alemanha, onde representa 19% e principalmente à França, 54%.


Islã bem representado

O censo de 1980 registrou 152 mil muçulmanos na Suíça. Dez anos depois chegam ao dobro: 310 mil.

Do ponto de vista confessional, os muçulmanos passam a figurar como o segundo grupo religioso do país. A origem marcadamente balcânica da imigração recente - Bósnia, Kosovo, Macedônia e também Turquia - esclarece o porquê dessa evolução.

O perfil religioso do país está então mudado. Em primeira posição figuram os cristãos - católicos e protestantes, amplamente majoritários. Em segundo lugar os muçulmanos, e em terceiro os ortodoxos, que relegam à quarta posição os velhos católicos, ou seja, os que não reconheceram o Concílio Vaticano I, quando foi declarada a infalibilidade papal.

Torre de Babel

A forte concentração estrangeira - a segunda maior da Europa, depois de Luxemburgo - implica também uma expansão de línguas forasteiras num país que já tem 4 línguas oficiais (em ordem de importância, alemão, francês, italiano e romanche, esta última falada por apenas 0.4% da população!).

O inglês, que faz papel de um quinto idioma nacional, perde, em número de pessoas que o utiliza, para o servo-croata, o albanês, o português e o espanhol. Mas ainda ganha do turco e do curdo.

N° de idosos quase estabilizado

O afluxo de imigrantes teve um efeito positivo na estabilização das pessoas da terceira idade. A chegada de muitas famílias fortaleceu a faixa etária da população jovem. Em conseqüência, o n° de habitantes com mais de 60 anos - 1/5 da população - subiu apenas 1% entre 1900 e 2000. Nas duas décadas anteriores tinha aumentado quase 3%.

Outro fator que contribuiu para reduzir a proporção de pessoas idosas foi o "baby boom" (forte expansão da natalidade nos anos 60) .

Os especialistas estimam esses efeitos passageiros. A partir de 2005 a tendência seria um aumento no número de pessoas de cabelos brancos. A diminuição de pessoas ativas far-se-ia sentir entre 2015 e 2035.

swissinfo


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