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Deus continua perdendo fiéis na Suíça

...mas ele ainda marca significativamente a paisagem. Keystone / Peter Klaunzer

As crenças religiosas na Suíça continuam a se fragmentar, diversificar e, por fim, diminuir. Porém, mais da metade da população continua orando.

Este conteúdo foi publicado em 15. dezembro 2020 - 08:00
swissinfo.ch/fh

Aqueles que acreditam em um deus monoteísta, qualquer que seja sua forma, caíram de 46% da população em 2014 para 40% no ano passado, disse o Departamento Federal de Estatísticas na segunda-feira (14).

Em uma ampla pesquisa de crenças religiosas, o órgão de estatísticas suíço descobriu que o número de ateus autodeclarados aumentou de 12% para 15%, enquanto os agnósticos passaram de 17% para 18%.

Isto confirma as tendências de longo prazo mostrando o declínio das crenças religiosas ao longo das últimas décadas. Em 2000, os não crentes (ateus e agnósticos combinados) representavam apenas 11,4% da população. Os mais jovens estão cada vez mais propensos a não ter denominação religiosa.

No entanto, a maioria das pessoas ainda reza, com 55% dizendo que oraram pelo menos uma vez no decorrer de 2019. Um quarto frequentou uma igreja ou serviço religioso mais de cinco vezes, enquanto outros 40% disseram que o fizeram entre uma e cinco vezes - mas a maioria delas foram para ocasiões sociais como um casamento ou um funeral.

Práticas e crenças alternativas classificadas como espirituais também estão em ascensão. Um quarto da população disse ser adepto, por exemplo, de yoga ou Tai Chi ou Qi Gong; aproximadamente a mesma quantidade disse que se engajava em práticas espirituais ligadas ao desenvolvimento pessoal.

Um quarto da população também disse que, embora não acreditasse em um ou vários deuses propriamente ditos, eles acreditam em alguma forma de poder superior.

Discriminação medida pela primeira vez

Quanto àqueles que se identificam como religiosos, mais de 8% dizem ter sido vítimas de discriminação no ano passado como resultado de suas crenças, disse o departamento.

Isto permanece baixo para católicos e protestantes (6,2% e 4,6%, respectivamente). Entretanto, 35% dos entrevistados das comunidades muçulmanas disseram ter sido vítimas de discriminação - a maioria relatou isso no âmbito de conversas, no local de trabalho, na escola, ou enquanto buscava um lugar para morar.

A pesquisa, que também analisou o uso do idioma e os hábitos culturais, foi realizada através de entrevistas telefônicas com mais de 13.000 residentes suíços.

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