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Minas terrestes Suíça participa na erradicação de um perigo escondido

Sapatos dispostos no chão

Uma flor solitária é sustentada por uma bota em uma instalação artística para marcar o Dia Internacional da Conscientização sobre as Minas Terrestres.

(Keystone / Fernando Vergara)

No Dia Internacional de Conscientização sobre Minas (4 de abril), a Suíça mantém suas doações às grupos dedicados a erradicar essas armas, dentre eles o Centro Internacional de Genebra para a Desminagem Humanitária (GICHD, na sigla em inglês), que hoje abre uma exposição decidada ao tema.

As minas são artefatos explosivos projetado para destruir alvos inimigos, sejam veículos ou soldados, quando passam sobre ou perto deles. A maior vítima, porém, é a sociedade civil. Para lembrar delas, a GICHDLink externo organizou uma exposição multimídia "para dar às minas uma face humana", explicou a assessora de imprensa Andrea von Siebenthal.

As fotos e vídeos exibidos em GenebraLink externo até cinco de maio mostram as consequências trágicas das explosões ocorridas com esses artefatos e aqueles que arriscam a sua vida para erradicá-los. A exposição ocorrerá também em 15 embaixadas suíças em vários países, ao longo dos próximos meses.

Mais de sete mil vítimas

As minas terrestres podem ser divididas em dois tipos: anti-pessoais e anti-veículos. Ao serem utilizadas, elas podem passar anos ou até mesmo décadas escondidas embaixo do solo até que alguma pessoa ou animal provoque a detonação dos explosivos.

De acordo com as estatísticas atualizadas até novembro de 2018, 56 países e quatro outras grandes áreas estão minadas. As minas estão proibidas segundo a Convenção sobre a Proibição da Utilização, Armazenagem, Produção e Transferência de Mina, assinada por mais de 160 países, dentre eles a SuíçaLink externo, e que entrou em vigor em 1997.

Um elevado número de vítimas continuou a ser registado em 2017, com pelo menos 7.239 pessoas mortas ou feridas por minas terrestres, bem como por munições de fragmentação não deflagradas e outros resíduos de guerra. O Monitor de Minas Terrestres de 2018 afirma que muitos casos não foram registrados.

Crianças olhando exposição

Crianças aprender sobre os riscos que representam as minas para as suas vidas.

(Geneva International Centre for Humanitarian Demining (GICHD))

Contribuição da SuíçaLink externo para a desminagem

Em 2018, a Suíça doou 18,4 milhões de francos Link externoà projetos de desminagem humanitária ou remoção de minas em países como Bósnia e Herzegovina, Camboja, Colômbia, Croácia, Birmânia e Síria. Os projetos tiveram também a participação de 12 peritos do Exército suíço.

Ao todo, o GICHD recebe financiamento de 30 governos e organizações. A contribuição suíça representa cerca de 60% do orçamento total.

A Suíça também ratificou a Convenção sobre Munições de Fragmentação em julho de 2012, que a obrigou a destruir o seu próprio arsenal até ao final de 2020. A última mina foi eliminada no ano passado.


Adaptação: Alexander Thoele

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