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Pesquisa científica continua dominada por homens

As mulheres continuam sub-representadas na ciência na Suíça, revela uma comparação internacional.

Este conteúdo foi publicado em 12. março 2019 - 07:45
Há uma grande perda de mulheres no nível de pós-doutorado © Keystone / Ennio Leanza

Os números publicados pelo Departamento Federal de Estatísticas no Dia Internacional da Mulher mostraram que a Suíça fica abaixo da média europeia em muitas áreas. A situação está apenas melhorando lentamente, disse um comunicado.

As estatísticas emanam do relatório She Figures 2018Link externo, publicado pela Comissão Europeia, que destaca as mulheres na ciência em toda a Europa.

Há mais mulheres estudando do que nunca. Em 2016, 51% dos estudantes matriculados eram mulheres e constituíam 54% dos formandos com mestrado ou bacharelado.

Cano furado

Mas depois desses níveis, elas começam a abandonar a carreira acadêmica (um fenômeno conhecido como “cano furado”). Quanto maior a posição, menos mulheres estão representadas, segundo o comunicado.

+ sobre o fenômeno “cano furado” (do inglês “leaky pipeline”) na SuíçaLink externo

A situação fica muito clara no nível de pós-doutorado.

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Em alguns setores de pesquisa, muito poucas mulheres fazem doutorado, observou o departamento de estatísticas.

Por exemplo, em TI e tecnologia de comunicações (15% em 2016) e em engenharia (27%). No entanto, elas eram maioria em agricultura e ciência veterinária (76%) e educação (61%). Mas mesmo nessas áreas, as mulheres não conseguiram cargos de gerência (29% para a agricultura e a veterinária).

O número de pesquisadoras também variou conforme trabalhavam no ensino superior (39%), no governo federal (36%) ou na indústria (23%).

Cargos superiores para homens

Os cargos superiores universitários ainda são ocupados principalmente pelos homens. Em 2017, as mulheres representavam 27% dos membros do conselho de pesquisa e 30% dos reitores das universidades.

Segundo o comunicado, um progresso lento foi realizado ao longo dos anos. Desde 2009, o número de mulheres concluindo um doutorado e iniciando sua carreira acadêmica aumentou apenas 2%.

"É de se esperar que leve algum tempo até que a paridade de gênero seja alcançada entre homens e mulheres neste setor", concluiu o comunicado.


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