Ciência

Suíça no espaço sideral

Dois pesquisadores suíços foram agraciados com o Prêmio Nobel, lembrando que seus astrofísicos estão na vanguarda da busca por exoplanetas e também em muitas outras áreas de pesquisa espacial.

Skizzomat (ilustração)

Em 1995, a descoberta fez pouco barulho fora dos círculos científicos. Ao longo dos anos, contudo, o público começou a perceber que o que era até então ficção científica, agora era realidade comprovada: a galáxia está repleta não apenas de estrelas, mas também de planetas. E os primeiros a identificar um desses mundos que orbitam uma estrela que não seja o nosso sol se chamam Michel Mayor e Didier Queloz. 

Vinte e quatro anos depois, essa descoberta rendeu-lhes o Prêmio Nobel de Física.

Os aplausos não são meramente educados, afinal este Nobel é totalmente justificado. A descoberta é uma das mais importantes do século 20 em astronomia, e abriu novos campos de pesquisa para entender nosso lugar no universo e multiplica por milhões as chances de encontrar vida extraterrestre.

No aniversário de 20 anos da descoberta deste primeiro exoplaneta, dediquei um artigo mais aprofundado sobre o assunto. 

Mas a busca pela vida não é uma tarefa fácil, ainda mais quando a procuramos em mundos a centenas de milhares de bilhões de quilômetros de distância. É aqui que entra a engenhosidade humana, e também os nossos cientistas suíços. 

Mas hoje em dia, o desafio é de ir ainda mais longe. Entender do que são feitos os exoplanetas. Esta é a missão do telescópio espacial CHEOPS, o primeiro satélite europeu "Made in Switzerland", lançado em dezembro passado.

Essa engenhosidade era necessária desde o início da missão. Aliás, como podemos ter certeza da existência desses planetas, já que, além de uma ou duas fotos nebulosas com uns pontos vagos de luz, ninguém jamais os viu? A explicação está neste vídeo.

Mas a reputação dos suíços no espaço não se deu só pelo CHEOPS, ou por Mayor e Quéloz, ou mesmo pelo astronauta nacional Claude Nicollier - o primeiro especialista em missão não-americana da NASA.

Em 1969, os astronautas Niel Armstrong e Edwin ‘Buzz’ Aldrin pousaram na Lua com um relógio suíço no pulso. E a primeira coisa que fizeram lá, antes mesmo de fincar a bandeira estelar norte-americana, foi instalar a vela solar desenvolvida pela Universidade de Berna - o único experimento científico não-americano a bordo do Apollo 11.

Desde o início da exploração espacial, raramente houve uma missão americana ou européia que não levasse alguma tecnologia suíça. O país é célebre pela fabricação de instrumentos confiáveis de alta precisão, condições essenciais para resistir às constrições de uma viagem espacial.

Seja movendo um veículo espacial em Marte, "cheirando" gases que escapam de um cometa, ou tirando imagens de alta definição de um planeta no sistema solar, os engenheiros suíços têm a solução.
 
A Suíça, o país da relojoaria e da mecânica de precisão, também possui um sistema de ensino e pesquisa muito eficaz. Isso explica em parte como uma pequena nação nas montanhas se tornou um grande país no espaço.

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