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Governo suíço quer esclarecer acordo com OLP

O Conselho Federal criou um grupo de trabalho para analisar as recentes revelações relativas à Suíça e à Palestina no início de 1970. De acordo com a investigação de um jornalista, o ex-ministro das Relações Exteriores, Pierre Graber, teria passado um acordo secreto com um grupo terrorista palestino para acabar com uma série de ataques que tiveram como alvos a Suíça em 1969 e 1970.

Este conteúdo foi publicado em 28. janeiro 2016 - 10:30
swissinfo.ch com agências
O ex-ministro das Relações Exteriores Pierre Graber é acusado de ter agido sozinho para acabar com o terrorismo palestino que visava a Suíça em 1969 e 1970. Keystone

O Conselho Federal (governo) comentou brevemente o caso na quarta-feira e informou que os ministérios de Justiça e Polícia, Relações Exteriores e Defesa irão estabelecer um grupo de trabalho para estudar a questão. A decisão foi tomada uma semana após a publicação do novo livro do jornalista Marcel Gyr, "Schweizer Terrorjahre", cujas revelações causaram um rebuliço na imprensa suíça.

Marcel Gyr diz no final de sua investigação que o ex-Conselheiro Federal Pierre Graber teria contatado secretamente, sem o acordo dos seus colegas, a Organização de Libertação da Palestina (OLP). Então deputado socialista no parlamento federal, Jean Ziegler organizou uma reunião em Genebra. A entrevista teria resultado em uma moratória entre a Suíça e a OLP que permaneceu em segredo até hoje.

Nem a opinião pública suíça, nem os outros países envolvidos no sequestro de reféns em Zarka, no deserto da Jordânia, teriam permitido negociações com a OLP, diz Marcel Gyr .

Muitas questões ainda permanecem abertas. Especialmente se o acordo teve um impacto sobre a investigação do acidente aéreo em Würenlingen, no cantão de Aargau. Uma bomba explodiu logo após a decolagem, no dia 21 de fevereiro de 1970, matando 47 pessoas. Os autores do ataque não foram processados.


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