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Morre fotógrafo René Burri em Zurique

Morreu nesta segunda (20), aos 81, o fotógrafo suíço René Burri. Famoso pelos retratos de Che Guevara que fez para a revista “Look”, em Havana, em 1963, ele foi um dos maiores nomes da agência de fotografia Magnum. swissinfo.ch realizou uma grande entrevista com ele em 2011, quando revelou a filosofia do seu trabalho.

Desaparece uma lenda Galeria (1)

Algumas impressões do trabalho do fotógrafo suíço falecido em 20 de outubro de 2014 em Zurique (Fotos: René Burri/Agência Magnum).


Uma foto que se transformou em um ícone: Che Guevara, 1963, o charuto na boca e o olhar de soslaio dando uma aparência de quem acaba de conquistar o mundo. Ela tornou o suíço René Burri conhecido internacionalmente. Na época, o fotógrafo da renomada agência Magnum viajou à Cuba para retratar o líder revolucionário que havia se tornado ministro da Indústria e diretor do Banco Nacional, poucos meses depois crise dos foguetes russos, que quase levou o mundo a uma guerra nuclear.

Em 2011, swissinfo.ch entrevistou René BurriLink externo em Zurique pouco depois de lançar um livro com imagens inéditas de Brasília, cidade que visitou em várias ocasiões desde 1958. Na ocasião, o fotógrafo explicou a filosofia do seu trabalho. "...No início pensava ir sair pelo mundo para tirar fotos e depois trazê-las de volta. Minha intenção era mostrar coisas que ninguém conhecia, pois não existia televisão e o mundo não era tão explorado, com exceção das partes que haviam sido colonizadas por europeus, em primeira linha...Porém ainda acredito - como eu vivi na profissão - que se trouxermos de volta ideias, é possível mudar as pessoas ou a visão que as pessoas têm das coisas..."

Burri nasceu em 1933 em Zurique. Aos 13 anos fotografou Winston Churchill, na época primeiro-ministro do Reino Unido, durante sua visita à cidade. A câmara havia sido emprestada pelo pai. Em 1949, o suíço começou os estudos de fotografia na Escola de Artes e Ofícios.

Ao concluir o curso, Burri trabalhou até 1955 na Suíça como operador de câmara para a Walt Disney. Depois se mudou para Paris, onde apresentou seu trabalho à Magnum e foi aceito. A partir de 1959 se tornou membro pleno dequela que se tornaria uma das agências fotográficas mais conceituadas no mundo.

Ainda no ano passado, o Museu de Arte de Zurique realizou uma grande exposição dedicada ao trabalho de René Burri. Foi a última homenagem à sua cidade natal. Ontem, aos 81 anos, o fotógrafo faleceu em Zurique após a luta contra um câncer.

Acervo e próxima exposição

Antes de completar 80 anos, René Burri manifestou o desejo de criar uma fundação com o objetivo de conservar, difundir e valorizar sua obra. A instituição escolhida para abrigar essa fundação foi o Museu do Elysée, que trabalhava estreitamente com a família desde junho de 2013.

"Graças ao trabalho que começou a realizar essa instituição, temos confiança que a herança de René Burri, de uma amplitude universal, será transmitida às próximas gerações nas melhores condições", ressaltou a família.

O arquivo de Burri, que chega a somar mais de trinta mil imagens foi cedido ao Museu do Elysée pelo período de vinte anos. A primeira exposição já está com a datar marcada: em 2015, a céu aberto em Lausanne.

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Museu do ElyséeLink externo

René Burri no site da agência MagnumLink externo

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