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Suíços acham solução sustentável para cultivo do óleo de palma

Em diversos países, as florestas tropicais são destruídas para o cultivo de palmeiras para extração de óleo de palma (dendê). Na imagem, agricultor em Sumatra, Indonésia, o maior produtor de óleo de palma do mundo. Keystone / Dedi Sinuhaji

Pesquisadores suíços encontraram um método de cultivo de óleo de palma que não tem impacto negativo sobre o clima ou a biodiversidade. Eles recomendam a criação de plantações de óleo de palma em terras de pastagem abandonadas como uma alternativa para o desmatamento.

Este conteúdo foi publicado em 21. novembro 2019 - 16:06

A equipe do Instituto Federal de Tecnologia de Lausanne (EPFL) e do Instituto Federal Suíço de Pesquisa Florestal, Neve e Paisagem (WSL) analisou o solo em plantações na Colômbia, que é o quarto maior produtor mundial de óleo de palma. Eles descobriram que o plantio em terras de pastagem é uma forma muito mais sustentável de colher o óleo que é amplamente utilizado em produtos alimentícios e cosméticos.

Como as árvores que produzem óleo de palma são cortadas e substituídas a cada 25 a 30 anos, os pesquisadores analisaram várias camadas de solo que mostraram os efeitos a longo prazo das plantações.

Eles descobriram que a quantidade de carbono armazenada no ecossistema permanece inalterada em comparação com os níveis quando a área era terra de pastagem. 

Os pesquisadores acreditam que isso pode apontar para uma forma alternativa de colher óleo de palma que não destrói as florestasLink externo e resulta em mais CO2 sendo bombeado para a atmosfera.

"O problema está no impacto negativo do carbono e na perda de biodiversidade causada pelo desmatamento. Mas os principais países produtores de óleo de palma têm grandes pastagens abandonadas que poderiam ser convertidas favoravelmente, limitando assim a perda maciça de carbono resultante do desmatamento", diz o co-autor do estudo, Alexandre Buttler.Link externo

Este estudo fez parte do projeto Paisagens Adaptativas do Dendê (OPAL), que envolve a WWFLink externo e acadêmicos da Suíça, Colômbia, Indonésia e Camarões.


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