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WEF homenageia Lula e prioriza Haiti

Klaus Schwab, fundador do WEF, teme uma crise social. Keystone

O 40° Encontro Econômico Mundial (WEF), em Davos, nos Alpes suíços, coloca o futuro do Haiti no topo de sua agenda e vai homenageiar Lula como "Estadista Global".

Este conteúdo foi publicado em 20. janeiro 2010 - 18:30

De 27 a 31 de janeiro, mais de 2500 líderes de 90 países – mais metade empresários – vão discutir as "lições a serem tiradas da crise financeira e econômica mundial".

Sob o slogan "Melhorar o estado do Planeta: repensar, remodelar, reconstruir", os representes da economia, dos governos e da sociedade civil pretendem atacar os escombros da crise.

"Precisamos repensar os nossos valores", disse o fundador do WEF, Klaus Schwab, em entrevista coletiva à imprensa, nesta quarta-feira, em Cologny, no subúrbio de Genebra.

"Também precisamos redesenhar os processos para a solução dos problemas e dos desafios da agenda global. E, finalmente, precisamos renovar nossas instituições", acrescentou.

Perigo de crise social e ajuda ao Haiti

O atual sistema da cooperação global é insuficiente, disse Schwab. Segundo ele, o Encontro Econômico Mundial será o lugar para "avaliar onde nos encontramos nas dores pós-parto da crise e para ver se estamos fazendo os esforços corretos".

Na opinião de Schwab, o mundo mudou fundamentalmente desde o ano passado. "Sentimos o perigo de nos movermos da crise financeira em 2008 e da crise econômica em 2009 para uma crise social este ano", disse.

Ele explicou que, em consequência do endividamento e da queda de arrecadação, os orçamentos públicos e privados sofrem com a escassez de dinheiro, ao mesmo tempo em que aumenta o desemprego.

O programa do WEF 2010 abrange seis temas centrais: criação de um sistema de valores, fomento ao bem-estar econômico e social, redução dos riscos globais e combate a erros sistêmicos, garantia de sustentabilidade, melhora da segurança, bem como a criação de instituições eficientes.

Além da crise econômica e financeira, o terromoto no Haiti terá destaque na agenda do WEF. "Queremos lançar uma grande iniciativa com o ex-presidente dos EUA, Bill Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti, para que empresas se emgajem a longo prazo na reconstrução do país", anunciou Schwab.

Homenagem a Lula

Entre os 2500 participantes estarão 30 chefes de Estado e de governo e mais de 60 ministros. O encontro será aberto na próxima quarta-feira pelos presidentes da França, Nicolas Sarkozy, e da Suíça, Doris Leuthard.

Além de Leuthard, a Suíça será representada pelos ministros das Finanças, Hans-Rudolf Merz, e das Relações Exteriores, Micheline Calmy-Rey, bem como pelos presidentes do Banco Central (BNS), Philipp Hildebrand, e do Comitê Internacional da Cruz Vermelha, Jakob Kellenberger.

Lula receberá no WEF o prêmio "Estadista Global" – uma homenagem criada para marcar o 40° aniversário do Fórum e que tem o objetivo de destacar um líder político que tenha usado o mandato para melhorar o mundo.

"O presidente Lula é um exemplo a ser seguido para a liderança global", disse Schwab. O prêmio será entregue no dia 29 de janeiro pelo ex-secretário-geral do ONU, Kofi Annan, antes de um painel de discussões sobre a economia brasileira.

swissinfo.ch com agências

40° WEF

- Acontece de 17 a 31 de janeiro próximos, em Davos

- Participam 2500 líderes empresarias, políticos, acadêmicos, da sociedade civil e do meio cultural.

- Entre eles estarão 1400 dirigentes das mil maiores empresas mundiais.

- No dia 29, haverá um painel sobre o Brasil, com a participação, entre outros, do presidente do Banco Central, Henrique Meirelles. Nessa ocasião, o presidente Lula receberá o prêmio “Estatística Global”, atribuído pela primeira vez este ano.

- Até 5000 soldados do exército suíço poderão ser mobilizados para fazer a segurança do WEF.

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