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Fotos de embaixatriz dão o que falar

Fotos « sugestivas » da esposa do embaixador suíço em Berlim, Thomas Borer, embaraçam o Governo, provocam reações contraditórias na imprensa e no Parlamento suíços, além de comentários maliciosos. Certamente garantirá sucesso da inauguração de nova sede embaixada suíça na capital alemã, a mais importante para a Suíça na Europa. E provavelmente novos aborrecimentos para o embaixador Borer que a dirige .

Este conteúdo foi publicado em 04. maio 2001 - 12:17

As fotos de Shawne Fielding, 31 anos, ex-miss do Texas em 1994 e esposa do embaixador suíço Thomas Borer, foram publicadas pela popular revista alemã « Max ».

Thomas Borer, 43 anos, tornou-se conhecido desde 1995, depois de dirigir a "task-force" que coordenada a apuração das contas inativas de vítimas do nazismol e do ouro comprado da Alemanha de Hitler em circunstâncias pouco esclarecidas.

Quanto às fotos, elas nada têm de pornográfico - são mesmo "artísticas e de jeito nenhum chocantes », na opinião da embaixatriz. Não deixam porém se serem em todo o caso insinuantes e pudicamente qualificadas de « sugestivas ». Mostram, por exemplo, a norte-americana com minissaia vermelha, no teto da embaixada ao lado de bandeiras suíças; de camisola sóbria, com a mão numa porta semi-aberta e com uma rosa vermelha na mão; ou montada num pônei vestida de longo vestido branco.

A reportagem de Shawne, já conhecida como « a rainha da noite berlinense » , chama a embaixatriz de « cowgirl von der Alm » (vaqueira dos Alpes) e vem reforçar a fama do casal Borer de assíduos da vida noturna berlinense. A presença do casal seria garantia de êxito de qualquer festa na nova capital alemã.

Na mesma tônica, segundo o diário Tagesspiegel (lit. « espelho do dia »), referindo-se a clichês sobre a Suíça, escreve que o embaixador Borer seduziu os berlinenses que já « não associam o país somente a Heidi, ao chocolate, ao queijo e aos bancos. O casal simboliza um país moderno, tolerante e aberto ».

Na imprensa suíça, os comentários têm sido bem menos elogiosos. Borer foi tratado de « fanfarrão », de « embaixador rigolô ». E no Parlamento suíço foi qualificado de « palhaço ».

No Governo, a atitude de seu representante na capital da Alemanha, principal parceiro comercial da Suíça, cria certo embaraço. (Note-se que o volume das transações da Suíça com a Alemanha é 3 vezes maior que a França, o segundo parceiro). O Ministério das Relações Exteriores já solicitou ao embaixador explicações sobre o motivo de sua esposa ter pousado "vaqueira dos Alpes" para a revista alemã. Mas provavelmente vai abafar um pouco o escândalo até que inaugure a embaixada em Berlim, dia 11.

Quanto a Shawne Fielding ela faz questão de acentuar: « Ele (Thomas Borer) faz seu trabalho e eu o meu. Não sou paga pelo Governo suíço ».

Resta que a inauguração da embaixada suíça, terá certamente sucesso garantido.

swissinfo com agências.

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